Desinflação competitiva, o jogo perigoso do capital alemão

Quando no passado dia 28 de Junho o primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que o seu governo, não aceitando as exigências da Troika de credores, as submeteria a referendo nacional, as reações da nomenklatura europeia não se fizeram esperar. Numa metáfora sinistra, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declara que os Gregos “não devem suicidar-se porque receiam a morte”[1] e, conjuntamente com François Hollande, presidente da França, e Matteo Renzi, primeiro ministro de Itália, avisa que um voto “não” no referendo pode significar a saída da Grécia da zona Euro[2]. O BCE, por seu lado, um banco central que se tem colocado sistematicamente na situação historicamente inédita de ditar aos seus soberanos a política orçamental que estes devem prosseguir (alguém imagina a Reserva Federal Americana a fazer o mesmo?), decide auto impor-se limitações ao seu papel de prestamista de último recurso da banca comercial e…

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