Treino do Ego-auxiliar

Elaborado com base no módulo de Fromação feito em 14 de dezembro 2013, na Escola de Enfermagem de Santa Maria, com José Teixeira de Sousa, Raquel Peixoto e Andreia Ribeiro

Função do ego-auxiliar: ator, investigador e terapeuta

O papel do ego-auxiliar desenvolve três funções. A de ator, desempenhando o papel que lhe é apresentado pelo diretor e desenvolvendo a sua espontaneidade; a de investigador, através da observação do outro, das suas vivências, linguagens (verbais e não verbais) e dos seus papeis; e de terapeuta, através da sua relação funcional com o diretor.

No psicodrama a função do ego-auxiliar é fundamental para permitir aos protagonistas ultrapassar a dinâmica da relação causal linear com o outro e captar a relação causal circular.

Um protagonista, ao verbalizar ou representar o outro, necessita de criar o contexto sequência da ação (ou do discurso). Na relação causal linear, o eu interage com os outros através de sequências narrativas alternadas (eu disse, ele responde). No fenómeno comunicativo, a descrição da narração, para alem da perda de informação, a sequenciação temporal implica a perda da convergência dos fluxos. O que acontece é sempre uma interção. O que resulta dum processo é uma relação de probabilidades.

Através do ego-axiliar permite recriar uma sequência numa dimensão de contexto. O ego-auxiliar permite recriar a complexidade e os espaços próprios da ação, libertando o protagonista do sucessivo desdobramento dos outros, centrando-se no si-mesmo e na sua interção com o outro. Ver Pio de Abreu (2006). O Modelo do Psicodrama Moreniano, p 26

A relação Diretor – ego-auxiliar. Unidade funcional. Patologias da unidade funcional

A função terapêutica do ego-auxiliar assenta na relação funcional com o diretor. O desempenho do papel de ego-auxiliar implica assumir dinâmicas em contexto. O ego-auxiliar é solicitado a entrar e a sair de papeis. Nalgumas situações é solicitado a ser neutro outras vezes a ser criativo. São situações em que ao mesmo tempo que é solicitado a sentir o outro é também solicitado a sentir o si-mesmo.

Através da relação dinâmica do ego-auxiliar, este desempenha uma função de ressonância da ação psicodramática dirigida pelo diretor, do ato psicodramático do protagonista e da sua própria ação em contexto.

Por essa razão a relação entre o diretor e o ego tem que ser trabalhada. Não deverá existir patologias na unidade funcional.

A relação entre os membros da unidade funcional deve ser trabalhada. Deve ser verdadeira. As dificuldades devem ser trabalhadas. Uma das patologia que mais emergem é da confusão dos papéis entre o de diretor e de ego-auxiliar.

A abordagem da questão do papel do ego-auxiliar é uma especificidade da linha da Sociedade Portuguesa de Psicodrama, na linha de Soeiro. No Brasil para alem da linha de Soeiro è também a linha do Psicodrama Triádico de Pierre Weill.

O Psicodrama Triádico de Pierre Weil fei muito desenvolvido no Brasil Parte duma tentativa de síntese entre Freud, Moreno e Kurt Lewin, ou seja da Psicoterapia, do Psicodrama e da Dinâmica de Grupos e sua socimetria.

O ego-auxiliar no Psicodrama em Grupo, no sociodrama de casal e no psicodrama individual

As patologias devem ser trabalhadas. As patologias do protagonista devem ser trabalhadas pelo ego de forma profissional. Por exemplo, a aplicação do desdobramento do eu (inversão de papeis) só devem ser aplicada por um profissional. O ego-auxiliar é um instrumento de trabalho do diretor.

A questão do desdobramento do eu é uma técnica complexa. Deve ser aplicada por um ego-profissional.

O ego-auxiliar, intervêm pouco no aquecimento, para além de poder aplicar alguns exercícios no aquecimento inespecífico. Intervém como ator e intervém no final. O comentário do Ego deve ser “curto e grosso”. Deve comentar o que viu e o que sentiu. É no comentário que o papel de observador do ego-auxiliar de manifestar.

No Psicodrama individual o ego-auxiliar assume ainda o papel de auditório.

O psicodrama individual é feito em situações específicas. Casais, problemas de assumir comportamentos e atitudes em contexto grupal. Aplica-se em situações de grande intensidade individual..

Deve-se ter em atenção, na aplicação das técnicas os procedimentos corretos. Por exemplo, um solilóquio nunca deve seguido por uma inversão de papéis. A aplicação dum solilóquio é um parêntese na ação. Ele deverá ser retomado no ponto anterior ao solilóquio.

Treino de papel de ator:

Treino corporal, exercícios grupais, treino com panos e treino de cenas difíceis de protagonizar (agressividade, intimidade, morte)

Exercícios para treino do ego. Antes da sessão o diretor e o ego devem conversar. Ao diretor cabe dirigir, e o ego seguir as indicações. O Ego deverá estar sintonizado com o diretor para captar as dinâmicas. Poderá, em certas ocasiões sugerir ao diretor ajustamentos na ação.

Treino de papel de terapeuta:

Funções no aquecimento, na dramatização e nos comentários.

O ego deve olhar a postura física, o tom de voz, os movimentos no espaço, o olhar, os movimentos das mãos e do corpo. O ego-auxilair tem um papel importante na análise da linguagem gestual.

Treino do papel de ego-auxiliar na dramatização:

Treino da inversão de papeis, treino na interpolação de resistências, treino de espelhos, treino de duplos, treino de desdobramentos do eu e treino de técnicas especiais

O ego-auxiliar acompanha o diretor. O ego entre por solicitação do diretor e sai quando a cena se dilui. Deve estar atento à linguagem não-verbal para analisar as intensidades narrativas.

Treino de Ego auxiliar em sociodrama de casal

Treino de Ego auxiliar em Psicodrama Individual. Treino de ego auxiliar em temática sexual e em situações específicas

O ego-auxiliar raramente entra no aquecimento. Por exemplo pode desenvolver o jogo da loja mágica

O ego-auxiliar é um instrumento precioso na dramatização. É terapeuta e observador. Assume a ação debaixo da direção do diretor. Contem a espontaneidade.

O ego-auxiliar apenas comenta se tiver algo para dizer.

Jogos de egos. Trabalhar o ser neutro. Olahr para o outro. Sentir o outro. Entrar no outro e respeitar o outro.

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