Métodos e Técnicas

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José Luís Pio de Abreu (2006)  Métodos e Técnicas do Psicodrama , Lisboa, Climpesi

 

Elaborado com base no módulo teórico realizado com Pio de Abreu – Porto 19 de Janeiro 2013.

Cheguei com um atraso de duas horas.

Distinção entre originalidade e criatividade.

Original é algo de novo. Criatividade é uma abordagem diferente sobre algo conhecido. A espontaneidade é algo que emerge criativamente.

Tele– Conceito moreniano. E a relação com o outro. A relação cria uma sincronização. A perda é uma ausência de sincronização. A paixão é uma forma de sincronização. A depressão é uma dessincronização. A Tele permite uma compreensão da realidade que não tem a ver com as experiências anteriores. É uma percepção do aqui e do agora. Percepção que melhora em quem aceita do que em quem rejeita. Um liddr tem que ter uma boa Tele. Tem que ter uma boa percepção de quem o rejeita. (Maquiavel: nunca procures quem te colocou no poder).

O Papel é uma unidade cultural de conduta. O Conjunto social é uma agregação de papeis.

  • O lugar do papel (o significante)
  • O comportamento do papel (o significado)
  • As relações dos comportamentos com o lugares (o processo)

O papel psicossomático e papeis complementares

O papel psicosomático está no interior. Forma o mundo do eu. O ritual, é uma forma de reconhecimento do papel.

Complementares : Papeis Exteriores: Papel de filho, papel de mãe. Papel de comedor: Condicionamento do comportamento. Aprendizagem de socialização. Papel de defecador; Condicionamento de comportamento

A cultura é uma adequação de comportamento (comilão, mijão, cagão). A Fase oral de Freud, que sucede à fase anal e genetico-urinária.

A respiração. Para poder falar tem que se conter a respiração. Condicionamento de comportamento.

Assumir o papel. È necessário treino.

  • Treino: comportamento adequado ao papel
  • Assumir: ter direito ao papel: Reconhecimento de si e reconhecimento do outro
  • Recriar o papel. Ajustar o papel a si e aos outros.

Para o papel de mãe é preciso assumir o papel formal de mãe. Assumir o papel é usar os sinais distintivos. O médico que usa o estetoscópio. Adaptação ao uso do papel é feita pelo treino. No psicodrama o papel treina-se. O papel piscodramático é assumir espontaneamente. Os jogos de infância destinam-se a treinar os papéis.

O papeis sociais são assumidos desde logo. Cada um desempenha o seu papel. Pai, mãe, filhos. O papel de adulto é assumido pela capacidade de projectar e recolher informação.

Bermudez criou a teoria dos papeis.

Núcleo do Eu: Comedor, Defecador, Urinador

Papeis Complementares. São todos os outros papeis relacionados. A assunção dos papaeis é feita por ultrapassagem das barreiras de si mesmo. A Barreira de si-mesmo é uma barrreira de conhecimento.

Em processo o si-mesmo reproduz ou varia de papel para adequar à situação. Pode emergir outro papel. O psicodrama permite o relaxamento do si-mesmo de forma a permitir desenvolver outros papeis por prolepse. (capacidade de prever. Antecipar, de vivier o futuro. O medo de agir pelas consequencias). São papeis não autênticos, feitos à custa do eu (si-msmo), como treino. Nos anos 70 Bermudez desenvolveu o papel de consciência de via dum objecto intermédio (o feitiche). A ideia é desenvolver um papel atrofiado. (O objeto intermediário são instrumentos de mediação da comunicação.

O psicodrama é uma terapia pessoal feita em grupo. Tem 3 contextos, 3 fase , 5 instrumentos, 7 técnicas

Contextos: Social, Grupal e Dramático.

Fases: aquecimento, dramatização, contextualização

Instrumento: Protagonista, Directo, Ego-auxiliar, Cenário e Auditório

Técnicas /

  1. Jogos de reconhecimento do outro (9 meses)
  2. (descolagem do eu. + 3 Anos)
  3. Inversão de papéis. (reconhecimento do eu e do outro. + de 4 anos. Desenvolvimento moral
  4. Interpolação de Resistência Em função da realidade. Empenhamento
  5. Representação Simbólica
  6. Estátua
  7. Solilóquio

Técnicas puras. Inversão de papeis e solilóquio

Técnicas Directivas – Hipnose

Não-diretivas- Psicodrama. A cura é feita pelo paciente

Tese de Pio de Abreu. (ver texto “How does psychodrama work?”, in Psychodrama, Chapter 9, pp 127-137)

As técnicas do Psicodrama correspondem às brincadeiras das crianças. O processo de criação de respostas invadoras resulta duma interpelação da realidade. O enfrentamento de obstáculos gera respostas. Tudo o que opões resistência é um dado do real (extrior). O andar sozinho, não enfrentar obstáculos é um estado de alienação.

A construção simbólica permite a representação dos outros. Através da representação dos outros acedemos a uma representação do mundo. Atravésa da construção de signos efectuamos a simulação do ausente.

A interpolação de resistência é uma construção simbólica. Tem como objetivo ultrapassar as resistências à construção do conhecimento.

As três primeira técnicas (duplo, espelho, e troca de papeis) reproduzem o desenvolvimento precoce. (Ver documento distribuído)

A matriz é o nascimento: a separação da mãe. Experimenta o si e o outro. Nessa altura à um mundo indiferenciado. Não distinção de objectos do mundo. Não há uma distinção entre o uno e o todo. A mãe é vista como um duplo. No psicodrama o duplo e a mãe depende da criança)

A identidade total indiferenciada é ultrapassada com a técnica do duplo. O estranhamento resulta do que não está de acordo com o papel (a interpolação de resistência). A concentração no outro (a distinção do outro – alteridade) permite a sua representação. A parti dessa reconstrução começa-se a reconstruir o substituto por representação. O processo de estranhamento coloca o outro fora de si.  O outro descola como objecto. Teste da bola escondida a uma criança. Por volta dos 3-4 anos a criança vai à procura da bola.

Identidade Total Diferenciada. É quando os objectos são reconhecidos fora de si. Conduz ao reconhecimento de si. O processo de discriminação do outro inicia-se com a oposição de resistência, reconhecimento do outro, reconhecimento de si. A fase do espelho.

Os objectos reais e objectos imaginários. A criação de fantasias ajuda á distinção entre o real e o imaginário.

Processo Identidade Total. Identidade Total indiferenciada origina uma realidade total. O total é a unidade e o particular é o eu. Tem por base o trabalho de Lacan sobre a representação do Eu.

A representação do duplo permite fazer a intervenção da exterioridade. A representação do espelho permite jogar na exterioridade (imitação).

Representação de papéis. Na 4ª fase de representação de papéis é adicionado o jogo das escondidas, os papéis de enganar os outros. Permite uma aprendizagem do mundo. A capacidade de imitar é inata nos primatas. As escondias permite diferenciar. Eu sei onde estou, mas os outros não sabem onde eu estou. Esta capacidade de distinção faz com que o Cérbero reconheça os outros, reconheça-se a si. Permite a utilização do simbólico.

A percepção da mentira é uma forma de construção do mundo. As mulheres são muito sensíveis às emoções. Os valores de verdade e mentira são muito fortes. A sinceridade e a coerência são apreciadas.

A 5º Fase: O role-playing – a inversão de papéis e a troca de papéis. É criada uma brecha entre a fantasia e a realidade. O sugeito separa-se do objecto. A criação da objectividade passa pela palavra do outro. Tentar reconstruir o outro. A objectividade é sempre subjectiva. O consenso da metemática. No universo de cada um é definida a objetividade. Num universo alargado alarga-se a objetividades. O mundo transforma-se numa vontade de representação através da mediação dos outros..

A representação do acting-out é uma representação do verbo. A representação histórica ganha relevância e materialidade.

O conceito de doença e cura no ocidente está inscrito na intrusão. Há algo que se introduz e algo que é preciso eliminar. Na medicina oriental, o conceito é o de equilíbrio. A doença psicológica é vista como uma perda de liberdade. Algo que entra na mente e que impede de ver a realidade. Há portanto patologia de território, patologia do eu. Todas elas produzem reacções às ameaças externas. A acção que é desencadeada é uma ação de luta para fugir.

As patologias são frequentemente conflitos entre impulsos e razões patológicas. A doença é um estádio temporal. O comportamento muda o cérebro e o Cérbero muda o comportamento. A doença é vista no ocidente como uma coisa que é necessário purgar. Retirar pela cirurgia Pratica da medicina intrusiva. Na psicologia há uma nalogia com a medicina intrusiva, propondo-se retirar o mal (Deitar fora o mal na psicanálise) . Como não se fazem intervenções cirúrgicas, a reação de purga é o choro, a fala. São processos comportamentais que facilitam a purga.

Para Moreno a Doença psicológica cura-se com a catarse. E importância da catarse de integração é crucial para entender o processo moreniano. A ação o importante é integrar a experiencia. Ele é que conduz a um novo caminho. A doença é o que está fora do corpo. É o que bloqueia a espontaneidade.

No segundo universo, a Brecha de palavras, representa a entrada no mundo real. Através da verbalização da ação toma-se consciência. A nossa vida é a passagem dum universo para outro. A crise é uma passagem dum paradigma (dum universo para outro universo). A teoria do círculo.

A representação do Universo.

O universo é representado na placenta. O útero é o universo. O lugar do nascimento. A ruptura com o universo placentário leva ao nascimento. Um novo mundo. O nascimento é um ato de espontaneidade. O momento do nascimento necessita da ajuda dum duplo. O mundo do quarto é um mundo de relação com o duplo. A identidade é total. O nascimento é um ato. Nascimento como acção. Verifica-se uma catarse de integração. Todos os recursos são usados como experiencia para viver o momento. A mudança do quarto para o mundo da escola, é uma mudança de universo. O jardim de infância, a escola, a universidade, o trabalho, o casamento são diferentes universos. O casamento é uma ultrapasagem dum universo. A crise é a não ultrapassagem desse universo.

A doença não permite ultrapassar o universo. Um crise paradigmática é sempre resolvida por uma passagem para um outro universo. Por isso é importante olhar para o contexto. É preciso verificar que os contexto é adequado. Cada contexto, representado com universo, tem uma linguagem e um conjunto de ações simbólicas. Há uma linguagem em cada universo.

O momento terapêutico é um momento de preparação para a passagem do universo. É no momento trapeutico que emerge a catarse de integração.

Instrumentos do Psicodrama

  1. Diretor
    1. Desempenha o papel principal de terapeuta. É responsável pelo arranque, por oraganizar o aquecimento, geral e específico.
    2. O aquecimento começa na dramatização anterior e devem-se revelar os acontecimentos da semana
    3. No aquecimento podem ser usado jogos para dinamizar o grupo se não se verificar nenhum emergente
  2. Protagonista
    1. Escolher o protagonista é trabalho crucial. Como é que se vê quem está preparado. Quem concentra o interesse
    2. Quando há vários protagonistas há que escolher. Escolhe-se o que parece mais aberto. Procurar os nteresses.
  3. Cenário
    1. O cenário é o loacal da ação. O locus. Cabe ao diretor organizar o cenário.
    2. No aquecimento específico os egos tem que aprender os seus papeis.
    3. Quanfo é que o ego-auxiliar aprrende o seu papel o diretor afasta-se do palco.
    4. O direto deve manter contato com o ego auxiliar para poder observar
  4. Ego-auxiliar
    1. O ego-auxiliar tem um papel de ajudar o diretor.
    2. Quando os protagonistas assumem o papel de egos do protagonista principal o auditório assume relância
  5. Auditório
    1. Os que participam.

Módulo II  – Porto 16 de Fevereiro 2013.

O que é o Psicodrama?

É uma filosofia do Encontro, que se concretiza num Locus, (contexto, terreno) a partir duma Matriz (uma semente, uma possibilidade de ser), para facilitar um Status Nascente (uma vida)

Conceitos Chave.

  1. Encontro

O Encontro é uma possibilidade. A Ideia é uma semente. O Processo é a ação que depende dos agentes

  1. Espontaneidade

A espontaneidade é uma resposta adequada uma nova situação. A ansiedade criar uma tensão  (confronta com algo). A espontaneidade gera uma actividade. De comunicação e de criatividade. A criatividade é uma resposta original adequada à situação. É necesário que a resposta esteja conforme.

  1. Tele

A tele é um conceito ideal. Uma Transferência (ter em atenção que não é a transferência de Freud) por analogia. Através da comunicação, por via dos relacionamentos, há transferências. Em Moreno a Tele é o que acontece no aqui e no agora. Tem a ver com a capacidade de cada um entender o contexto.

É uma ideia utópica. Uma capacidade de ver o outros no aqui e no agora com os olhos dele. O seres humanos tem uma capacidade inata de se imitarem. A imitação implica uma incorporação do outro. Num primeiro nível é uma incorporação da forma. A tele vai para além da imitação e implica uma incorporação do espírito (do anima). É uma capacidade de transcendência. Um processo de transformação no outro

A Identificação – é um processo de disjunção. Olhar a diferença a partir da relação Interior/ exterior. A Imitação é uma dissociação. A diferença da forma. A empatia, é um entendimento do interior. Uma assimilação.

A criação de assimetria é fundamental nos processos terapêuticos. Nos processos psicológicos procuram-se relações assimétricas. O ser humano tem uma caapcidade inata de se transformar no outro.

  1. Papel

É a unidade cultural de conduta. Cada indivíduo está sempre a representar um papel. Fases da vida, oral, defecador, mijador , Respirador (contribuição do José Soeiro). A aprendizagem é um treino de papel. Do treino do papel cada individuo assume o papel. Com o assumir o papel o individuo pode cria o papel (ajustar o papel a si e ao contexto). Assumir o papel implica o reconhecimento social do papel (festa. Celebração) Assumir o papel implica uma marcação social.

No contexto piscodramático o ego-auxiliar está atento à Tele. A forma como assume o papel do outro. à forma como coloca o corpo, como olha.

Na espontaneidade, emerge a originalidade e a criatividade. Dependem da qualidade humana e da sua adequação ao contexto. O protagonista assume o papel no contexto. No psicodrama os papeis são essenciais. Procuram o Acting-out (o acontecimento que emerege no aqui e no agora na relação entre a memória e a adequação ao real). (Papeis Psicosomáticos – do ego, Psicodramáticas – do Super Ego, Papeis sociais (do Id).

A memória é o que nos lembramos depois da última vez que nos lembramos.

No acting-out faz-se sem pensar. È o que emerge. Em situação Psicodramáticas procura o acting-out. A ultrapassagem este dentro de nós. O problema interior é resolvido interiormente. No conceito de doença de Morena é algo que está dentro de nós. Uma crise de mudança é uma crise que visa ultrapassar o obstáculo.

A ultrapassagem dos obstáculos. A confrontação às resistências são feitas pela aplicação das técnicas (duplo, espelho, troca de papeis) e são aplicadas em função do contexto psicossocial, piscodramático (em tratamentos através da espontaneidade) ou em contexto social (através da utilização das regras). Em psicodrama o contexto grupal são mais flexível e mais espontâneo).

Técnicas do Psicodrama

As diferentes técnicas devem ser usadas em função do contexto e do material emergente. O director deve procurar o que é relevante. Deixas fluir e procurar captar o significativo. O processo é complexo. As duas primeiras técnicas (Duplo e Espelho) são difíceis de aplicar. O director deve assumir a responsabilidade. A comunicação modifica as pessoas. Elas devem ser usadas de modo terapêutico.

O Ego-auxiliar deve posicionar-se de forma a observar os comportamentos e a dar ou receber indicações do directo.

Técnica do duplo –

Usa-se para representar a interioridade

Exercício (Representar um doente tímido, com conflitos (por exemplo sentimentais) que é incapaz de exprimir os seus sentimentos, um pouco envergonhado, eventualmente com algumas somatizações.)

Funções: São usadas

  • Ajudar o protagonista a exprimir os seus sentimentos,
  • Procurar a sinceridade,
  • Ajudar a descobrir o significado de algumas somatizações (por exemplo, representando dor no estômago quando existe agressividade, ou tosse quando existem segredos prontos a revelar)

Cuidados:

  • O duplo deve ser um ego muito conhecedor do protagonista (por vezes o próprio director) e que tenha boa relação e alguma cumplicidade com ele.

Risco:

  • fazer projecções, explicitar conteúdos que, de facto, não existem no protagonista.

Técnica do espelho

É usada para representar a externalidade.

Exercício : (Representar uma pessoa arrogante, eventualmente faladora a despropósito, desvalorizando os outros e sobretudo o psicodrama.)

Funções:

  • Devolver ao protagonista a sua própria imagem, vista pelos outros.

Cuidados:

  • ego auxiliar semelhante e com boa relação com o protagonista.

Risco:

  • agressividade do protagonista ou saída brusca. O ego deve estar preparado para o acompanhar.

 

Estátua:

É usada para representar estados emocionais (Emoções. experiência subjetciva, associada ao temperamento, personalidade e motivação. A palavra deriva do latim emovere, onde o e- (variante de ex-) significa ‘fora’ e movere significa ‘movimento)

Lista de emoções[4]. É usado para representat o self. Exemplo, representação do título de livro (em estátua). História de Vida. Serve para entender como é que cada pessoa se sente. O protagonista constrói o material sem interferência do director. Material puro.

As emoções tem ordem de graduação. Por vezes o édio confunde-se comzanga.

O Grito é uma da emoções básicas. Raramente referida. Normalmente as emoções são expressas através de gestos. A respiração é um sinal das emoções vividas pelo protagonista. A congruência da emoção é dada pela respiração.

No antigo Egipto cotava-se o nariz quando se queria perder a memória. Era pelo nariz que o espírito entrava no corpo. A alma junta-se ao corpo pelo nariz. Corta o nariz ao Deus monoteisita (emergência do monoteísmo no Egipto)

(Representar amor, casamento, amizade, fúria, vergonha, culpa, etc.) ; (Representar diferentes estados de alma do protagonista)

Funções:

  • Exteriorizar situação mal expressa ou mal definida.
  • Representar órgãos passíveis de somatização
  • Vivenciar (trocando de lugar) os diversos componentes da estátua.
  • Iniciar uma cena.

Solilóquio (Falar alto)

Funções: Serve para ter uma ideia do ajustamento da cena à realidade do protagonista

  • Permitir ao director saber se a cena é plausível e se corre num rumo adequado
  • Terminar uma cena

 

No jogo do átomo o director não mantém contacto visual com o protagonista. É fundamental deixar trazer o contexto do protagonista para formação do contexto narrativo. Em psicoterapia este é o contexto mais importe para o protagonista

Troca de papéis

É usada para realizar o átomo social.

Permite rever o passado do actor. Deslocar o tempo. Do passado para o presente e futuro com as diferentes combinações. É útil para situar um acontecimento no passado. É usado para a resolução de conflitos.

(Representar uma discussão entre um casal ou entre filhos e pais)

Funções:

  • Permitir que os egos auxiliares aprendam os seus papéis.
  • Permitir que o protagonista se coloque no papel dos outros e os compreenda melhor
  • Ao compreender os outros, permitir que o protagonista se funcione mais adequado a eles
  • Permitir que o protagonista se observe em espelho (como na técnica do espelho) e se corrija
  • Melhorar o sentimento moral

Interpolação de resistências

É uma técnica essencial na terapia. Por exemplo verificar a resistência de alguém para entre num grupo. Entrar num grupo é a forma maioritária usada em situação social.

(Representar uma discussão agressiva, em que o ego se torna submisso) ; (no decorrer de uma discussão, o ego auxiliar tem um ataque e morre)

Funções

  • Permitir a espontaneidade do protagonista perante uma situação não esperada.

 

Representação simbólica.

É usado para ajudar a entender o real. Mantém-se a forma e mudam-se os conteúdos. Usa-se a metáfora  (ver metonímia, usar uma palavra em vez da outra, ou o sinedoque,  tomar a parte pelo todo, ou prolapse: antecipar o futuro a parti dos dados do presente)

Por exemplo: jogo das oitos pessoas surdas à volta duma mesa. Representação da locura. Do falar sem ser ouvido. Desafio que permite construir uma imagem que permita às pessoas deslocarem-se dum assunto do quotidiano para testarem de que maneira vem a cois com outro olhar.

Funções

  • Permitir a representação de cenas irrepresentáveis (agressivas ou eróticas)
  • Reformatar a situação através de uma metáfora

Risco

  • Introduzir material do terapeuta, não presente na mente do protagonista

 

Ver Milton Erickson Terapia paradoxal. Hipnotismo

Marcia Varto

[1] Abreu, José Luís de (2006). O Modelo do Psicodrama Moreniano, Lisboa Climpsi.

[2] Causalidade Linear. Efeito proporcional (linear) dum acto. Eu chutei uma bola. O efeito da bola (movimento) é causado pela força do pontapé.

[3] No módulo teórico ajustar a ordem das técnicas para criar conformidade com a evolução das aprendizagens. Ver abaixo

[4] Agressividade, Afetividade, Aflição, Alegria, Altruísmo, Ambivalência, Amizade, Amor, Angústia, Ansiedade, Antipatia, Antecipação, Apatia, Arrependimento, Arrogância. Auto-piedade, Avareza, Bondade, Carinho, Cobiça, Compaixão, Confusão, Ciúme, Constrangimento, Coragem, Culpa, Curiosidade, Contentamento, Depressão, Desabafo, Deslumbramento, Dó, Decepção, Dúvida, Desapontamento, Egoísmo, Empatia, Esperança, Euforia, Entusiasmo, Epifania, Excitação, Fanatismo, Felicidade, Frieza, Frustração, Gratificação, Gratidão, Histeria, Hostilidade, Humor, Humildade, Humilhação, Incómodo, Inspiração, Interesse, Indecisão, Inveja, Ira, Isolamento, Luxúria, Mágoa, Mau-humor, Medo, Melancolia, Nojo, Nostalgia, Ódio, Orgulho, Paixão, Paciência, Pânico, Pena, Piedade, Possessividade, Prazer, Preguiça, Preocupação, Raiva, Remorso, Repugnância, Resignação, Ressentimento, Saudade, Simpatia, Soberba, Sofrimento, Solidão, Surpresa, Susto, ,Tédio, Timidez, Tristeza. Vaidade, Vergonha, Vingança

Bibliografia:

Moreno, Jacob Levi (2006). Psicodrama, São Paulo culturix

Gonçalves, Carmita Salle, Wolff, José Roberto e Almeida, Wilson Castelo (1988). Lições Psicodramáticas: Introdução ao pensamento de J.L. Moreno, São Paulo, Algor

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