XII Congresso

Hipocrisia, Fingimento, Jogo

Almada 7-9 novembro 2014

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Programa completo aqui

Simultaneidade dos papeis em volta: papeis suplementares em volta – proposta de Pablo Valcare

Aquecimento em imprevisão. Dois personagens improvisação no palco. Procura-se a interação. A interação estimula a zona de contato entre os participantes. A percepção complenta o outro. A proposta trabalha com os protagonistas que emergem da improvisão por cantato.

Trabalha-se na proposta o conceito de zona de Moreno. Trabalham-se todos os elementos da relação. Os presentes e as suas diferentes sombras. Procura-se a corrente sociométrica que une os diferentes elementos de relação. Procuram-se todos os elementos que influenciam os papeis sociais. Estes papeis, permitem a criação de vínculos. Os vínculos são atuantes e  presentes. Os vínculos atuantes, correspondem aos motivadores da ação, os presentes, correspondem aos que influencias, ainda que indiretamente a ação. O psicodramatista tem que trabalhar os elementos atuantes e presentes (que de certa forma correspondem a silêncios). Os papeis estão em relação. Os papeis complementares indluenciam a ação.

A teoria dos papeis.

Na Teoria dos papeis um papel desenvolvido tem que:

  • ter espaço (há um espaço intrusivo e não intrusivo)
  • cada tipo de papel tem um espaço. em cada cultura hà um espaço para cada papel.
  • O papel da fronteira. Do limite.
    • um papel transformador tem que ultrapassar o limite. Tem que superar as suas delimitações. No emprego, na família.Cada cultura conserva um papel

Um papel super imposto leva a patologias vinculadoras. Eu jogo o meu papel e influencio os outros como eu quero. É a patologia do manipulador.  A ausência de papeis complementares denuncia a patologia.

A mutualidade é a capacidade de assumir durante algum tempo um papel auxiliar. Complementar. As mutualidades constituem papeis circunstanciais. São paeis que existem para facilitar o desenvolvimento de papeis.

Os papeis complementares e a auto-tele

Na configuração de papeis, o papel congruente é o papel que integra a pessoa, o seu sentir e a sua percepção. A formação da congruencia no papel determina a identidade. Na configuração dos papeis, a identidade não constitui uma afirmação duma singularidade, mas a sus realção com um grupo.

O movimento sociométrico é um movimento de aproximação e encantamento. A sociometria permite entender o processo vincular. O estabelecimento do vinculo operativo.  O vinculo operativo é estabelecido pela memória. A ancestralidade entra naa formaçao da cadei de formação de vínculos.

Os papeis suplementares:  Exercícios de papeis

Aquecimento.  jogos dramáticos espontâneos.

Aquecimento específico: escolha dos protagonistas. Ativar o inconsciente.

Entram em cena os diferentes papeis. a criança, o esposo, o amante. São todos papeis suplementares. procura-se a complementaridade, a ausência de complementaridade (pseudo-mutualidade). A questão dos papeis suplementares no estabelecimento de coalisações.

Ver Leon Gringberg e a Teoria da Indentificações Coletivas (trabalha a partir da proposta de Bion)

A relevância dos papeis suplementares. A chave da leitura dos papeis está na leitura das formas. O diretor tem que colocar os papesi em relação.Procurar no protagonista o material para colocar em relação (presenças/ausências) e construir uma multiplicidade de cenas.

O processe de desmontagem dos papeis complementares favorece a emergência das situações conflituais. A procura dos desafios leva à sua resolução. A resolução de conflitos é feita pelo estabelecimento de sistema vincular nas mesmas cenas. É necessaário comprender o conceito teórico para aplicar a tecncica.

“Não há uma coisa mais prática do que uma boa teoria”

Biblografia sobre papeis.

Novas Tecnicas do Sociodrama em Educação por Manuela Maciel

Aqui em breve

 

Psicodrama Interno – Proposta de Luciano Moura a partir de Milton Erikson

Trabalha o psicodrama como terapia individual sob estado de hipnose. Aplicam-se as técnicas do sociodrama num ambiente calmo, relaxante. O palco é substituído por uma cadeira e o paciente é induzido em estado de hipnose.

Conversa de relaxamento. Sentir os pés. O corpo repousado. focar a atenção na respiração. Inspirar e sentir o ar entrar. Expirar e sentir o ar saír. Sentir o ar que é morno. Sentir o relaxamento de shultz.

O objetivo é procurar o equilíbrio ao andar. Procurar a onda alfa.

Sobre Milton Hyland Erickson (  EUA, 1901 -1980). Um elemento relevante da vida de Erickson foram os seus problemas de saúde. Aos 17 anos teve poliomielite e ficou totalmente incapacitado. Apenas conseguia falar e mover os olhos. A sua proposta terapêutica baseia-se na hipnose como forma de controlar a dor. A hipnose incentiva a motivação e as mudanças comportamentais com base nas percepções do corpo e na observação co-consciente.

Erickson trabalha a partir do inconsciente de Freud que reformula criando o seu próprio modelo de psicoterapia. A psicoterapia estratégica (breve) encontra na sua proposta um elemento fundacional.principais

arlequim

A Arte do palhaço – atelier de Pedro Fabião

A arte do Palhaço é uma tradição antiga.  O seu uso como instrumentos de sociodrama tem vindo a ser trabalhado por Pedro Fabião. Tem diferentes tipos de uso fundamentalmente  na arte e mais recentemente na terapia. Este artigo procura analisar a sua relevância no sociodrama.

A arte do Clown é um exercício de reconhecimento do mundo através da experiência da emoção do corpo.

A formação, aquecimento do grupo é por isso fundamental. é necessário quebrar as barreiras. tocar o outro. com o olhar e com o corpo. é um exercício de reconhecimento.

O exercício impossível.

No exercício impossível, alinham-se os participantes em três colunas de seis filas. Pedem-se que se alinhem e solicita-se á primeira fila que dê dez pulos, de forma a que no último salto se virem para a fila de três. Sucessivamente as filas dão 8 saltos, 6, 4, 2 e um. Após o último salto, colta-se a salter atá à primeira fila de dez saltos. No final, no décimo salto da fila todos dão um salto. O exercício é impossível de concretizar de forma sincronizada sem um treino aturado.

O exercício é útil para levar ao reconhecimento do outro. Para analisar a forma como enfrentamos o outro. O sorriso como forma de enfrentar. O sorriso liberta o campo da procura do outros. O exercício também permite verificar as emoções de cada participante. Há quem assuma a sua incapacidade, e há quem revele uma obsessão por alcançar o impossível. São sinas que revela o estado emocional da cada um.

O crescimento emocional, até aos dois anos é feito através do papel de comer e andar. A parti dos três surge a capacidade da fazer perguntas. A capacidade de perguntar relaciona-se com a capacidade de resolver problemas. O riso liberta o encantamento. O eu emocional liberta-se com o riso.

Exercício de reconhecimento do outro.

Desafiar o olhar do outro. Procurar os detalhes do outros. Perceber as diferenças. Procurar encontrar o outro para alem das máscaras que ele coloca. Respirar fundo ao olhar o outro e procurar levar o outro a reconhecer-se.

Exercício do palhaço.

Fazer emergir o eu através do abandono da máscara. todos construímos máscaras. O palhaço é aquele que procura o eu sem rede. O exercício leva a que uma personagem enfrente o auditório durante um minuto. Sem gestos e sem palavras. apenas olhar os outros. Lentamente, as mascaras vão tornando-se instáveis. A ansiedade emerge. O eu de cada um emerge. Sem rede. Na sua originalidade.

Arte do palhaço

69px-Velázquez_-_Pablo_de_Valladolid_(Museo_del_Prado,_1636-37)

O Palhaço (do italiano pagliaccio,em espanhol payaso) é um personagem estereótipo, representada por uma indumentária extravagante, maquiagem excessiva e cabeleira de cor. (Por vezes é conhecido como Bufón ou bobo) Associa-se o personagem às artes do circo, onde tem uma função da fazer rir. Por vezes surge entre números a fazer asneira, truques divertidos. Muitsa vezes, e esse é o papel que acentuamos na sua relevância dramática é um ator satírico que brinca com o quotidiano e com as situações do presente. Dá-se também o nome de palhaço a qualquer pessoa que tenha um humor cómico.

A arte do palhaço é cultivada no circo, onde algumas personagens são estereotipadas, tal como o palhaço vagabundo, o palhaço de Cara branca e roupas de seda que mostram as hierarquias sociais. Por vezes o palhaço é associado ao aldeão, uma figura pouco ajustada ao papel. O palhaço é também personagem que intervém noutras situações sociais, como por exemplo em âmbito hospitalar, onde procuram estimular o riso (que liberta endorfina) para estimular a regeneração. O palhaço surgem também nas cidade, nos processos de animação urbana , com pequenos truques ou malabarismos.

A sua caracterização é um elemento importante. Uma roupa peculiar, que chama a atenção, os adereços e as pinturas faciais como elementos identificadores da sua função. Por vezes, em contexto de circo o palhaço usa trapos, maquiagem branca, roupas de cor, perucas exuberantes, sapatos enormes, mascaras. Um elemento fundamental é o seu nariz vermelho, que constitui uma máscara e é um elemento identitário.

A roupa do palhaço está também associada às diferentes escolas e às diferentes técnicas de representação. Arlequim, Pierrot, Augusto, vagabundo que correspondem a diferentes escolas. Dependendo das escolas, as técnicas do palhaço incluem a música, o malabarismo, a acobracia, a arte da mímica e a arte do clown. A personagem do palhaço pode desenvolver várias artes dramáticas.

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Com origem na comédia italiana na renascença, a personagem do palhaço desenvolveu-se no circo e mais recentemente no cinema mudo através de personagens como Charlot, bucha e Estica. Há quem defenda que a técnica de palhaço não se encena. É-se palhaço ! Embora muitas das suas técnicas possam ser trabalhadas, uma das suas maires habilidade são a improvisação e a sedução até ao limite.

Em encenação, o personagem palhaço surge envolvido em situações complexas e apela à cumplicidade do público para atrair a sua simpatia e empatia. O personagem palhaço surge solitário ou em conjunto, como parte ou como temas de narrativa dramática, como parte da revista ou de circo. Improvisa a partir dum guião ou é uma personagem dos mais ilustres comediantes como personagem cinematográfica (como Charlot, Bucha e Estica, ou Monty Paython) ou como personagem de revista ou comédia. Improvisando em torno dum guião, ou como personagem trabalhada pelos comediantes (a personagem surge em (Carlo Goldoni, Molière, Shakespeare, o Lope de Veja) o palhaço é um elemento relevante das artes dramáticas.

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A História duma arte.

A personagem do palhaço, como função de entretimento e lazer, surge referenciado no antigo Egipto, nas cortes dos Faráos. Na China era um ofício que surgia em feiras e em caravanas. Surge na Grécia antiga e em Roma. A sua associação aos bobos da corte é relevante para entender a função destes jograis e pantomineiros que enxameavam as ruas da europa medieval, Velasquez retrata-os em várias das suas pinturas, na rua ou nas cortes.

Como personagens colectivas absorvem as formas sociais, passam as mensagens e divulgam os segredos dos cortesãos. Este personagem complexa surge em diferentes momentos, assume-se na sua complexidade narrativa como espelho social.

Os tipos de palhaço distinguem-se pelas roupas e mascaras. O Pierrot, surge com uma maquiagem branca, com lábios, nariz e orelhas vermelhas. A dupla do Augusto é um palhaço autoritário, de máscara branca, elegante e malicioso. Normalmente entenca com o contra augusto, um palhaço que se opõe na cor ao augusto (cores vivas ou complementares. É impertinentes, destabiliza as ações do augusto e promove todo o tripo de teavessuras. O palhaço Tony é construído a partir da personagem contra augusto.

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O arlequim, por seu lado é um personagem que surge na commedia dell’arte, com uma função que no início se destinava a divertir o público durante os intervalos. Com o tempo a sua relevância foi-se afirmando como aquele que conta o verdadeira sentido da história (teatro do polichinelo) é caracterizado pelo seu traje de losangos multicolores. No brasil o arlequim integra o carnaval nordestino (na Bahia e Pernambuco) e assume-se como um fenótipo típico do brasileiro (malandro e brincalhão). Por vezes surge com um para, Colombina (um outra personagem do teatro comedia della arte).

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Carlo Goldoni, artista italiano introdutor do teatro do improviso “comedia della arte”

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