Máscaras e Técnicas Especiais

SAM_2718 SAM_2719 SAM_2720 SAM_2721 SAM_2722Mascaras e Técnicas Especiais

A partir do módulo de Lisboa, Fernando Rato e Maria João Brito, Lisboa 22 de fevereiro 2014

Inícios

Poema de Manuel da Fonseca “Pretextos para Dizer”, 1978 com voz de Mário Viegas

 

As máscaras e as técnicas especiais. A mascara é uma técnica especial. O módulo deveria chamar-se apenas TE. Trata-se de um conjunto de procedimentos para ter acesso ao mundo do eu. As máscaras podem constituir-se como um instrumento para aceder ao mundo. A máscara permite trabalhar as emoções a partir das interações.

O uso das máscaras salienta a importância dos contextos na proposta psicodramática. O contexto do trabalho da mascaras foca o que se passa entre as pessoas. Entre o eu. entre o eu e os outros e entre os outros e o eu.

O trabalho com máscaras permite relevar o “status nascendi” da proposta de Moreno. Recria a situação que favorece a espontaneidade. Se a reprodução é a conserva cultural, a inovação surge do Status nascendi. O que permite a emergência do novo é a sua representação. O Drama surge como uma relação em se coloca em interação o que é importante e o seu contexto. Na proposta de Bermudez, O que é importante é o contexto onde acontece. A ação.

Os objetivos são importantes para a criação de contextos. Nós somos também os contextos. Para Bermudez o Drama – ação de Moreno transforma-se em Drama – representação. A capacidade de representação de cada uma desenvolve a capacidade de simbolização. A capacidade de simbolização está ligada à produção de imaginação (fantasia). Os processos de simbolização são meios (instrumentos) que são colocados ao serviço do trabalho de reflexão e constituem-se como instrumentos de ação.

A proposta do módulo: Sensibilizar para o uso das mascaras. Não é um work shop sobre mascaras, mas uma proposta de criar um espaço: um contexto. A teoria das mascaras é adequada a formação de contextos. A forma é a força da natureza, segundo Bermudez. A capacidade de simbolização é dar formas que transportam espaços de significação. Ler as formas do espaço.

No uso das mascaras procura-se fazer emergir a consciência do espaço que o nosso corpo ocupa. Se em Moreno se realça a importância do sujeito e interação, Bermudez situa a interção do sujeito no espaço. Com Bermudez o sujeito transforma-se igualmente num processo de simbolização. O corpo do sujeito como espaço de simbolização pode ser acessível através da mascara.

As máscaras, por seu lado, permitem verificar a pluralidade das formas no espaço. Cada sujeito mobiliza apelos do seu interior que coloca no espaço. Que representa no espaço.

O processo desenvolvido por Bermudez surge das experiências desenvolvidas em Buenos Aires, com fantoches e espelhos. Através do trabalho com estes instrumentos, Bermudez conseguiu aceder à representação do corpo de doente mentais e esquizofrénicos.

Através dos objetos (ver a questão do objeto transitivo de Vigostsky) Bermudez consegui entender que eles transportam, simbolicamente uma função transitiva.

Para Bermudez há três tipos de objetos:

  • Objetos intermediários – Objetos que servem ao sujeito para comunicar com algo. São intermediações. O objeto não acrescenta ao sujeito, mas abre um canal para comunicar.
  • Objetos intramediadores – são objetos que servem de comunicadores. A comunicação é efetuada através dos objetos. Os objetos têm uma função criadora. Há uma intervenção direta no objeto. A criação de objetos de arte e a criação estética, são objetos intermediadores.
  • Objetos Instrumentos. São objetos que criam realações de inclusão. A relação doente-tratador é uma pode-se transformar numa relação de inclusão exclusiva para o médico. A relação objeto instrumento pode ser trabalhada. O limite é a capacidade do risível. ~

O objeto é tudo o que pertence ao contexto. Tudo o que é exterior ao sujeito.

Trabalho com mascaras:

  1. Eu comigo: fazer uma mascara
  2. Eu e o outro: fazer um máscara
  3. Eu e os outros: fazer uma máscara

Aquecimento.

Tocar no rosto. Sentir o seu próprio rosto.

Tocar nos Outros: Sentir o outro. Reconhecer o outro.

Proposta de oficina: Criar uma nova cara

  1. A) Mascara cega: colocar uma folha à volta da cabeça e efetuar um auto retrato.
  2. B) Mascara com olhos: Através dum espelho, procurar desenhar o rosto
  3. c) Mascara: Projetar, numa folha de papel, uma mascara do rosto.

O processo pode levar a construir diferentes mascara. O importante é criar um processo de construção de mascaras em que se passa duma ausência do contacto, a várias formas de contacto, procurando, numa fase final experimentar a reflexividade.

A experiencia da máscara permite observar que a perceção do corpo é feita de descontinuidades e de texturas diferentes. O trabalho com mascaras permite reconhecer a indiferenciação do eu e a racionalidade do social.

Trabalhar com máscaras é trabalhar com o eu. É importante entender que trabalhar com máscaras leva a criação das diferentes fase da teoria dos papéis.

As fases das máscaras são as fase do psicodrama. Epelho, duplo e solilóquio (ver a questão da representação simbólica). O ato de fazer uma mascara implica dialogar com o eu. (trabalahar a imaginação do eu) Trabalhar com as histórias de vida e com as memórias que as acentuam.

Trabalhar com máscaras é trabalhar o nucelo do eu. Os objetos servem para trabalhar o lado emocional e para mudar as emoções.

Trabalhar com máscaras pode também ser útil para efetuar diagnósticos. Trabalhar com duas cores, por exemplo o vermelho e o negro.

A técnica das cores, representar partes do corpo com duas cores para fazer a máscara pode levar a uma representação simbólica. O Vermelho e o negro. (Negro: mistério fantasia, vermelho: paixão sentimento).

O uso das máscaras é uma arte de usar o espaço para explorar a capacidade de expressão e a criação da espontaneidade. No dia-a-dia estamos sempre a usar máscaras. Cada papel usa uma determinada mascara. Cada papel tem uma mascara adequada ao contexto.

Trabalhar com mascaras tem sempre três momentos. Todas as máscaras são processos em construção. Dar vida a uma máscara é colocar o eu em ação. Fazer sair a imaginação e a espontaneidade. O ponto do eu pode estar em vários locais. As m+sacras são processos do eu em transição. A construção duma mascara pode constituir um ponto de partida para explorar as personagens e podem constituir processos para exercícios de treino de papeis.

Encerramento do sessão. Relembrar Mário Viegas e o Poema Hoje é Domingo.

Relembrar o verão de 42, e os sons de Ipanema. Relevar memórias. O psicodrama é um processo espacial. Serve para a vida acontecer.

Ler Eugene Herrgel: Zen e a arte de tiro com arco.

Momento Integrativo: Refletivo. É o momento é que a pessoa assume a máscara. Passa a ser o que é assumindo o para que isto me serve. Essa assumir do papel tem que ser assumido pela dinâmica do grupo.

No aquecimento é importante olhar, caminhar fantasiar. Durante o processo de aquecimento é importante deixar o corpo fluir. Deixar o corpo relaxar e deixar a conserva. A máscara é instrumento de comunicação direta. Pode ser usado com o musicodrama como objeto intermediário. A máscara pode representar a psique em contexto.

A técnica de construção de imagens de Bermudez coloca o sujeito a refletir no contexto. São importantes assumir os ritmos da construção da narrativa. Olhar para os processos de aquecimento e arrefecimento. As mascaras permitem trabalhar com as identidade. Permitem um treino de leituras de identidade.

 

Um comentário sobre “Máscaras e Técnicas Especiais

  1. Pingback: Mascaras a Oriente | Global Heritages

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