Saneamento básico é fundamental no combate ao mosquito da dengue

Saúde Global

Rede Brasil Atual – “Não vamos resolver só pedindo para as pessoas tirarem água do pratinho”, afirma a professora da FAU-USP Ermínia Maricato, lembrando que milhões de pessoas vivem excluídas da infraestutura das cidades

Região e Redes – Tão urgente quanto a reforma política e tributária, o debate sobre a reforma urbana subiu ao topo da agenda em meio à séria crise de saúde pública causada pela infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika e do chikungunya, além dos vírus causadores da dengue e da febre amarela.

Um olhar para além da saúde pública se faz necessário para entender o que nos faz conviver com esse mosquito há décadas. Para tratar da complexidade do tema, o site de pesquisadores Região e Redes, que defende a universalização da saúde no Brasil, ouviu a professora livre docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP)…

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«Estamos afogados em impostos»

Raquel Varela

«Grupos de fiscais entram à luz do dia em pequenos estabelecimentos. Em restaurantes à hora de almoço, em lojas em plena manhã. Com polícia e um aparato de força. Nunca se viu algo semelhante num centro comercial. Estamos afogados em impostos, mas em impostos que não tratam de forma idêntica os pagadores. E ninguém percebe para que servem porque os serviços públicos são cada vez piores. O modelo redistributivo do pós-guerra, quem tem mais paga mais, reverteu-se. 75% de toda a massa de impostos já é paga pelos rendimentos do trabalho. A cereja no bolo é colocarem os contribuintes a exercer funções de trabalhadores de impostos, verificando facturas online. Não sendo os sindicatos de alfândega, finanças, etc parte do Estado – triste memória histórica de sociedades onde os sindicatos eram controlados pelo Estado – mas da sociedade, não caberia a estes uma palavra sobre esta e outras medidas que os…

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A Unasul na Assembleia Mundial da Saúde: posicionamentos comuns do Conselho de Saúde Sul-Americano,de Mariana Faria, Ligia Giovanella e Luana Bermudez

Saúde Global

REVISTA DO CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS DE SAÚDE VOLUME 39, NÚMERO 107 RIO DE JANEIRO, OUT-DEZ 2015

RESUMO A União de Nações Sul-Americanas (Unasul), criada em 2008, pretende fortalecer a identidade sul-americana e reduzir inequidades regionais. Com a criação de conselho específico, a saúde ganha destaque como área estratégica. O artigo discute a atuação do Conselho de Saúde da Unasul na Assembleia Mundial da Saúde (AMS), a partir da análise dos posicionamentos comuns do bloco de 2010 a 2014. No período analisado, a Unasul apresentou posições comuns referentes a 26 Resoluções. A atuação da Unasul na AMS ao longo dos últimos cinco anos dá visibilidade ao processo de integração regional na América do Sul e fortalece a própria Unasul como um player na agenda global da saúde.

Leia aqui a partir da p.920.

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Para onde vai Portugal?

Raquel Varela

«As pessoas não têm tanto medo de mudar, esse medo é incutido do exterior, pelos partidos, pelos grandes empresários. A população tem que se mentalizar que tem que participar mais. O futuro constroi-se, mas temos que ser nós a construi-lo» (Coimbra de Mattos sobre o ensaio Para onde vai Portugal?)

«Raquel Varela, historiadora, traz-nos um ensaio com propostas económicas e sociais inéditas sobre a crise de 2008 e o rumo do país para os próximo anos, pondo em cima da mesa as várias possibilidades de progresso e decadência histórica. Uma voz surpreendente pela combinação de uma escrita escorreita e rigorosa, que com um humor e ironia se propõem pensar o futuro do país. Critica de o “labirinto da saudade” de Eduardo Lourenço ou o “medo de existir” de José Gil, contrapõe-se ainda à tese dominante de um povo de brandos costumes e leva-nos neste ensaio para uma visão social…

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A armada invencível…

Raquel Varela

Recebi hoje esta carta do meu amigo Procopis Papastratis, um dos mais brilhantes historiadores gregos, já jubilado. Não tenho palavras. Partilho-a a seu pedido:

Dear friends,
We are sending a few “details” on what is happening in the Aegean Sea these last days.
On February 18, 2,252 refugees reached the Greek islands from the Turkish coast.
On February 17, 1.361 did the same,
While on February 16, 1,1145 succeeded to pass across.
A Greek fishing boat saved 68 persons on a boat yesterday.
No casualties were reported these 3 days.
The NATO armada gathered in the Aegean already numbers 27 war ships.
What law the German admiral commanding this fleet will be ordered to enforce?
Tonight the Prime Ministers of the EU are discussing this matter as they are confronted with a place of excellent cheeses accompanied with a glass (or two!) of exquisitive wine….
Procopis Papastratis

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A ditadura fiscal: da Babilónia à e-factura

Raquel Varela

A própria palavra imposto é cheia  de significado: é algo imposto por alguém a outrem.

Um dos exemplos mais antigos conhecidos de tributação é o do império persa (aqueménida) de Ciro, o Grande, e Dario. Por volta de 500 a.C., quem pagava impostos no império persa eram os povos submetidos, por exemplo os Babilónios ou os Egípcios. Os Persas estavam isentos.

No império romano, as despesas públicas eram frequentemente assumidas por privados, os mecenas. Estes, por sua vez, acumulavam as suas fortunas através da atribuição de cargos públicos, como os de governadores de províncias, onde podiam surripiar mais ou menos à vontade.

Na Idade Média, aquilo que hoje equivaleria à cobrança de impostos era o que se pode ver nalgumas versões da história do Robin dos Bosques: bandidos armados, a soldo de bandidos mais poderosos (os senhores de castelos), invadiam as aldeias e rapinavam o que podiam: galinhas, cereais, porcos…

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Voa, «eu queria de ti um país»

Raquel Varela

O que tem ficado por dizer é que a queda do PIB não representa qualquer preocupação para quem quer manter a remuneração dos capitais bancários porque a queda do emprego é maior que a queda do PIB e isso garante que mesmo com a queda da produção há aumento de lucro. Volto a repetir esta frase: «a queda do emprego é maior que a queda do PIB e isso garante que mesmo com a queda da produção há aumento de lucro». Enquanto não se compreender todo o significado desta equação – insisto na recomendação da leitura das primeiras secções do Volume I do Capital de Marx – não se compreende o que está em causa no orçamento de Estado. Metaforicamente o que estou – estamos, dezenas de investigadores sociais no mundo a alertar – é que é a destruição de riqueza que está a fazer aumentar as taxas de…

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Nota de alerta da ABRASCO

Saúde Global

Cidades sustentáveis e saudáveis:
microcefalia, perigos do controle químico e o desafio do saneamento universal
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Abrasco emite Nota oficial onde diz não às mesmas medidas ineficazes e perigosas e sim às ações socioambientais transformadoras
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A Abrasco manifesta-se sobre a epidemia de microcefalia para aprofundar reflexões, questionamentos e fazer proposições que possam orientar as políticas públicas na intervenção preventiva frente ao surto.
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 .
Questionamos por que não foram priorizadas até agora as ações de saneamento ambiental, estratégia que parece ficar ainda mais distante? O que de fato está sendo feito para o abastecimento regular de água nas periferias das cidades? Como as pessoas podem proteger a água para consumo? Por que, apesar de muitas cidades terem coleta de lixo regular, ainda se observa uma quantidade enorme de lixo diariamente presente no ambiente? E a drenagem urbana de águas pluviais? E o esgotamento sanitário?
 .
Nós, sanitaristas…

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Ebola e Zika são incomparáveis, por Deisy Ventura

Saúde Global

Deisy College 2Especial para o blog Saúde Global

A letalidade e a forma de propagação dessas doenças, além do estágio de desenvolvimento econômico e da situação dos sistemas de saúde dos Estados por elas mais atingidos, são profundamente diversos. Devemos evitar que essas epidemias tenham em comum os efeitos de pânico na população e de discriminação internacional dos oriundos dos locais mais atingidos. O único paralelo possível entre elas é que, cada uma à sua maneira, constituem o pernicioso “dano colateral” de regimes políticos baseados em profundas desigualdades.

Hoje em Genebra terá início a reunião do Comitê de Emergências convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para analisar o alcance da epidemia da doença do vírus zika. Em virtude do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), adotado pela Assembleia Mundial da Saúde em 2005 e vigente em 196 países desde junho de 2007, esse Comitê deve ser composto de especialistas independentes, escolhidos pela OMS em…

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