Mídia esconde encontro do MST com o Papa Francisco

Observatório da Sociedade Civil

João Pedro Stedile olha a primeira página do jornal Il Fatto Quotidiano em que se vê Maurizio Landini enfrentando a polícia. “Um líder sindical sem gravata? Sério?” A piada sintetiza muito o perfil e a história desse dirigente, já de nível internacional, do movimento “campesino”.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é uma organização fundamental do Brasil, imortalizada pelas históricas imagens de Sebastião Salgado e com uma história de 30 anos feita de vitórias e de derrotas, mas sempre no primeiro plano da organização dos agricultores.

Stédile é o seu dirigente mais importante. Ele nunca usou gravata e sempre concebeu seu papel como porta-voz de uma realidade pobre, muito em busca da sua própria emancipação.

Marxista ligado à história da Teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares, que ocorreu no Vaticano, entre os dias 27 de 29 de outubro deste ano…

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Banco dos Brics: hora de assumir obrigações pelos direitos humanos, de Caio Borges

Saúde Global

635720363955880402wOpera Mundi – Bloco tem tido sucesso ao questionar a ordem econômica mundial, mas pouco contribui para repensar modelos de desenvolvimento que produzem violações

A 7ª Cúpula dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada há uma semana em Ufá, na Rússia, mostrou mais uma vez que o bloco está querendo se provar como muito mais do que uma amálgama de discursos, estatísticas e intenções. Se tomados apenas por seus números, os Brics já valeriam um olhar atento, afinal eles respondem por 30% do território, 43% da população e 21% do PIB (Produto Interno Bruto) globais. E mesmo que o desempenho da economia de seus membros deixe a desejar, o bloco foi responsável por 40% do crescimento econômico mundial em 2014.

A cooperação entre os BRICS cobre atualmente uma variedade de temas, mas sem dúvidas o que se sobressai é a agenda econômica…

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La muerte como la decisión más importante sobre la propia vida, por Roberto Gargarella

Saúde Global

Panamá – I

En 1997, se produjo un hecho académico-político notable, único en el cruce de caminos entre decisión judicial y filosofía moral: varios de los filósofos más importantes de la época escribieron de modo conjunto un amicus curiae ante la Corte Suprema de los Estados Unidos, cuando ésta se encontraba por decidir un caso central sobre la posibilidad de la eutanasia (finalmente, el caso fue conocido como Washington v. Glucksberg, 17 S.Ct. 2258, 138 L.Ed.2d 772).

El amicus fue encabezado por el reconocido filósofo del derecho Ronald Dworkin (su autor principal), quien firmó el escrito junto con sus colegas Thomas Nagel y John Rawls (siendo Rawls, sin duda, uno de los filósofos políticos más importantes del siglo XX), Judith Jarvis Thomson (filósofa conocida, muy en particular, por sus influyentes aportes en la discusión sobre el aborto), y el profesor de Harvard, y también filósofo, Robert Nozick. Como ellos mismos…

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Paulo Buss e João Nunes: palestras inaugurais da Faculdade de Saúde Pública da USP (2o. semestre/2015)

Saúde Global

Sem Título
Datas: 3 e 5 de Agosto, às 10 horas
CONVITE
PALESTRAS INAUGURAIS
AGOSTO 2015

Organização: Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade da Faculdade de Saúde Pública e Instituto de Relações internacionais da USP

Dia 3 de Ago
sto, às 10 horas
Prof. Dr. João Nunes, Department of Politics, University of York.
 Dia 5 de Agosto, às 10,30 horas
Prof. Dr. Paulo Buss, Fiocruz
Confira o perfil de Paulo Buss publicado pela revista The Lancet.
Tema: A SAÚDE NA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015Local: Auditório João Yunes (prédio da Biblioteca)
Faculdade de Saúde Pública da USP
Av. Dr. Arnaldo, 715. São Paulo, SP (Estação de metrô Clínicas)
Apoio:
  • Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Saúde Pública
  • Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de Saúde Pública
  • Departamento de Saúde Ambiental

João Nunes joined…

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Desinflação competitiva, o jogo perigoso do capital alemão

Quando no passado dia 28 de Junho o primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que o seu governo, não aceitando as exigências da Troika de credores, as submeteria a referendo nacional, as reações da nomenklatura europeia não se fizeram esperar. Numa metáfora sinistra, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declara que os Gregos “não devem suicidar-se porque receiam a morte”[1] e, conjuntamente com François Hollande, presidente da França, e Matteo Renzi, primeiro ministro de Itália, avisa que um voto “não” no referendo pode significar a saída da Grécia da zona Euro[2]. O BCE, por seu lado, um banco central que se tem colocado sistematicamente na situação historicamente inédita de ditar aos seus soberanos a política orçamental que estes devem prosseguir (alguém imagina a Reserva Federal Americana a fazer o mesmo?), decide auto impor-se limitações ao seu papel de prestamista de último recurso da banca comercial e…

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Deixem as Crianças Brincar!

Raquel Varela

Quando os meus filhos tinham 4 anos, educados sem televisão, com 4 a 6 horas por dia de brincar na rua, a educadora chamou-me a disse-me que eles não tinham «motricidade fina». Eu nem sabia o que era mas deduzi. Expliquei-lhe que eles, que hoje são excelentes alunos, além disso trompetistas, não tinham que ter «motricidade fina» mas «motricidade robusta, se é que existe». Com 4 anos tinham que saber pular, correr sem cair, nadar, subir árvores com cuidado e sobretudo saber brincar com os outros, construir relações humanas, e como mamiferos que eram, precisavam para tal de algo chamado «brincadeira não enquadrada por um adulto», ócio, tédio, tédio! Sem tédio não há progresso! – disse-lhe. Tive uma educadora que sugeriu ainda ritalina para um deles, uma vez que ela tinha 20 na sala de aula, trabalhava exausta e o colégio por causa da especulação imobiliária tinha um espaço…

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Why a NO vote in the Referendum is a Yes for a proud Greece in a Decent Europe – Talking with Phillip Adams, on LNL ABC Radio National

Yanis Varoufakis

Late Night Live has been a daily companion of mine since 1989. Phillip Adams, its presenter, is someone I consider a friend (he, in fact, interviewed me in 1991 on the… Greek crisis!). In this (yesterday’s) program he added a touch at the very end of the interview that made me (almost) to break down. Thanks Phillip.

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