Sociodrama e Psicopatologia

psicopatoloigiaextensiva

Abreu, José Luís (2013). Elementos de Psicopatologia Explicativa, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian

psicopatologiacompreensiva

Abreu, José Luís Pio de (2011). Introdução à Psicopatologia Compreensiva, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian

 

Elaborado a partir do módulo de António Roma Torres e Sara Teixeira de Sousa

10 de Maio, 6 de Julho, 2013 – Porto,

O que é o sociodrama.

Bibliografia: Sociodrama, What is ans what it shoes)  STEMBERG; Patrícia e GARCI, António, WestPoint, Connecticut, London Prezar

 

O sociodrama tem uma função educativa e terapêutica. Pode ser útil para uma terapia familiar. Um grupo de sociodrama pode tratar problemas terapêuticos de uma pessoa na sua relação como o grupo.

O sociodrama procura integrar o grupo e encaminha-lo para ações específicas que se adeqúem a défices emergentes. O sociodrama utiliza técnicas dramáticas que procuram ultrapassar o verbal. Treina-se o papel (utilizando a teoria do papel do Moreno) de forma a tomar consciência e resolver situações de conflito.

O sociodrama criado por moreno, é desenvolvido em Portugal como uma aplicação específica do Psicodrama em situação de grupo. Resultou da forma como o psicodrama chegou por via dos Trabalhos de Alfredo Soeiro.

Tipos de Grupos: O sociodrama trabalha em qualquer contexto, qualquer problema no grupo. O sociodrama é uma psicoterapia de grupo, aplicando técnicas sociométricas e pesicodramáticas.

Teoria do Sociodrama

O sociodrama parte do grupo, de desbloqueamento da interação entre os membros do grupo, procurando estabelecer através da espontaneidade a criação de energia.

  • Criar jogos
  • Energizar o grupo
  • Enfrentar a mudança
  • Explorar a espontaneidade

É necessário ter em atenção que a espontaneidade pode ser excessiva. O sociodrama deve adequar a espontaneidade a:

  • Ao processo como desempenha o papel
  • Ao desenvolvimento da eficácia do papel

A espontaneidade (como epistemologia da psicologia) é uma zona ou ponto focal de um dispositivo físico de arranque e aquecimento profilático.

A noção de conserva cultural, desenvolvido por Moreno e a Espontaneidade não existem independentemente um do outro. Uma é função da outra. Cada uma emerge em função da adequação do outra.

A conserva cultural é uma receita de resposta do indivíduo. A espontaneidade emerge com o seu aquecimento. Esse papel pode ser ensaiado através da sua dramatização. A espontaneidade assenta no conhecimento de si e do outro. Relaciona-se com o processo (ver a questão do instituto de plateia) de interação social como um processo de gestão de expectativas. O aquecimento serve para preparar as condições de mergência da esponaneidade.

Museologia e Conserva Cultural (questão: como introduzir a espontaneidade na museologia social?)

A patologia e o sociodrama

A questão da patologia (doença) pode ser vista como uma dificuldade ao nível das competências sociais. Uma determinada falta de confiança ao nível de comunicação pode afetar o papel social. Por exemplo iniciar uma conversa, olhar nos olhos, receber elogios e relacionar-se com os outros são formas de desempenhar papeis. O sociodrama pode resolver esses problemas através do treino por via do trabalho de grupo.

O trabalho do sociodramatista implica identificar as competências em falta, treinar esses deficits através do roll-playing. O grupo é um instrumento terapêutico.

A doença pode se rolhada como um aumento do isolamento do indivíduo. Tradicionalmente o isolamento é visto como uma doença mental (ver Hipócrates “Do Riso e da Loucura”).

Nas pessoas que estão isoladas, o aquecimento pode ser um momento difícil. É necessário quebrar esse isolamento. Uma das formas de procurar o reconhecimento desse isolamento é convidar à escrita da palavra “isolamento” e convidar os protagonistas a colocarem-se em relação a ela.

A perda do papel pode também ser uma doença. A pedra dum papel pode produzir tristeza e gerar incómodos. A procura do isolamento é uma resposta à perda dom papel.

O papel psicodramático é um papel que não existe a não ser no palco. É um papel criado. Pode ser usado e descartado.

Na realidade, no dia-a-dia os atores desempenham papéis sociais. A doença implica o desempenho dum papel: o papel psicossomático. É um estado de estranhamento do eu. O papel de doente implica a substituição dos papéis sociais por papeis psicossomáticos. O protagonista é aquele que é sacrificado pelos outros.

Teoria da doença em Moreno

Segundo Moreno o papel psicossomático é uma competência. Uma doença é acompanhada dum desempenho dum papel. Há doenças que implicam o desempenho dum papel e há défice de papéis sociais que implicam a emergência de papéis psicossomáticos que geram sintomas psicossomáticos

Um eu organiza-se em função da agregação de lembranças. Há memórias que são lembrada e outras que são esquecidas. A memória pode ser vista como um treino de capacidades. No treino da memória releva-se o átomos social e do grupo. Se não existirem memórias sociais espontâneas não se produz nada. Não se gera espontaneidade.

O ser humano está sempre em interação com os outros seres. O papel social é o posicionamento do eu social em relação aos outros eus sociais.

Freud explica a emergência da consciência pelo trauma. A emergência do trauma marca a relevância. A esquizofrenia é vista como um deficit de comunicação com o mundo. Não existe nada dentro da cabeça das pessoas a não ser que existem relação com o outro.

A memória, a consciência cultural, é uma relação com o outro. Existe porque está em relação. Aquilo que sou e o que retenho na memória, o que sou capaz de fazer, depende da minha interação com os outros.

No sociodrama o diretor aproveita a ação. Não há que criar ou programar o que vai acontecer. Tudo o que é necessário é partir do protagonista e aproveitar o que ele está disposto a partilhar com o grupo. As técnicas principais são o solilóquio (pensar alto) e duplo e o espelho.

Teoria dos Papeis segundo Bermudez

Segundo Bermudez os papeis psicossomáticos organizam-se em torno da área ambiental e familiar e na área da mente.

No papel ambiental emergem os papeis de Ingeridor (0 meses), Urinador (3 meses) defecador (9 meses). Estes papeis tem corresponência na relação entre as áreas mente/ área corpo e áreas ambiente. O organização dos papeis integra uma resposta das três áreas. A estrutura dos papéis processa-se com a aquisição das competências sociais.

O papel de ingeridor ocorre quando algo que não está dentro produz dor que é satisfeita com a ingestão do alimento. O papel de defecador surge quando há consciência de que há algo que está dentro e é preciso expulsar. (ocorre quando começam a sr ingeridos sólidos. Produz incómodo físico).

A área ambiente está entre o interior e o exterior. Emerge na consciência através da percepção de que há algo que é exterior. É o primeiro momento em que se estrutura o eu. Com o controlo do esfíncter, no papel de urinador completa-se a estruturação do eu. A diferenciação entre as áreas.

As patologia surgem dos problemas entre as percepções entre as três áreas. A patologia é um tensão de conflito entre zonas.

  • Sintomas fóbicos
  • Sintomas depressivos (interioriza)
  • Sintomas psicopatas (exterioriza)

Há expressões que representam os sintomas: Estou-me a cagar para o outro: Borro-me de medo. São sinais da relação entre a mente e o corpo.

Assim como à expressões que representam modos de atuação. Satisfação no papel de comedor, Expresso no defecador e de Atuação no urinador (ver melhor estes apontamentos com bibliografia)

A proposta de Alfredo Soeiro

Alfredo Soeiro retoma a proposta de Bermudez sobre a teoria dos papeis. Desinteressa-se da idade dos papéis e desenvolve outros papeis.

  • Respirador
  • Dormidor
  • Objeto (a criança percebe que adormece num lado e que acorda noutro) descobre que anda dum espaço para outro. Isse permite desenvolver a percepção dos objetos. (a separação do sujeito do objeto).

Soeiro vai interessar-se pelos aros. Soeiro define que cada sujeito tem uma área desenvolvida. Divide (secciona a área ambiente em: ambiente físico e relação com o outro criando área ambiente pessoa, e ambiente físico)

Cada situação psicossomática desenvolve-se dentro duma determinada área. A propostas psicoterapêutica do psicodrama procura treinar uma determina área.

Os psicosintomas segundo Alfredo Soeiro são verbalizados nas seguintes narrativas:

  • Corpo: eu sinto
  • Ambiente pessoa: eu amo
  • Ambiente físico: eu duvido. Investigador que interroga
  • Mente: Eu penso e eu sei.

Contributo de Roma Torres

 

Ver esquema no site de Roma Torres

A mandala: Chave de integração.

Cada papel cresce acompanhado de outro papel. Cada papel está relacionado com os outros.


 

Sessão II – 6 de julho

  1. Aquecimento

Apresentação dos membros do grupo através da escolha dos cartões dos animais (Kate Hudgins) para um jogo de apresentação das características pessoais. Cada um seleciona três cartões e mostra-os ao grupo realizando um solilóquio de apresentação justificando cada escolha)

  1. Discussão sobre SOCIODRAMA e DOENÇA

A abordagem da psicopatologia em psicodrama como treino de papel: Temos tendência para resolver os problemas que enfrentamos através da aplicação dos papeia em que estamos mais treinados. Eu penso, eu sinto, eu amo. A nossa abordagem revela uma primeira opção a partir da nossa conserva cultural. Quando um papel não se adequa temos que ajustar. Treinar a espontaneidade para fazer outros papeis é uma psicoterapia. Espontaneidade e papel como treino.

Doença como falta de espontaneidade

Exercícios para restabelecer a espontaneidade

  • Aquecimento: exercícios físicos (aquecimento articular com música, jogos com balões), exercícios da fantasia (cada pessoa escolhe e encarna o papel de um personagem preferido da bd, ou de contos infantis sem o revelar. Depois interagem em grupo); exercícios para treino da espontaneidade (cada pessoa escreve três papéis com acções simples como assobiar, bater 5 palmas, cantar um refrão de uma música popular, etc…. Depois os papeis são colocados em círculo no palco e rodam uma garrafa à vez, tendo de desempenhar a acção sem hesitação)
  • Dramatização: congelar a cena, retirar o elemento da cena e pedir para andar pelo palco enquanto verbaliza formas alternativas de responder àquela situação; pedir duplos ao auditório – mobilizar a espontaneidade do grupo…

Restabelecer a espontaneidade é energizar o grupo. O sociodrama funciona como antídoto da falta de espontaneidade. Promove a renovação da auto-confiança necessária para o grupo enfrentar e aprender a lidar com as suas dificuldades.

Mas atenção: “ A espontaneidade é erroneamente considerada, com frequência, algo que está mais vinculado à emoção e à acção do que ao pensamento e ao repouso. (…) O comportamento desordenado e os emocionalismos resultantes da acção impulsiva estão longe de constituir desideratos do trabalho da espontaneidade. Pertencem, pelo contrário, ao domínio da patologia da espontaneidade.” J. L. Moreno inPsychodrama, 1947

Doença como dificuldade ao nível das competências sociais

Algumas pessoas (a doença mental grave é um bom exemplo) perderam competências essenciais à comunicação com o outro: como iniciar uma conversa, como estabelecer contacto ocular, como receber um elogio, como fazer uma reclamação, como estar numa entrevista de emprego , etc.

Outros grupos com alto funcionamento podem necessitar de treinar competências mais complexas (exemplo-aprender a trabalhar em equipa numa empresa)

Através do Sociodrama as pessoas podem aprender e treinar competências sociais num contexto protegido e securizante.

Como:

1º com o grupo perceber quais as competências mais em défice e mais valorizadas,

2º realizar exercícios específicos: exemplo- para a dificuldade em aceitar elogios dividir o grupo em pares e pedir que cada elemento faça 3 elogios ao seu respetivo par,

3º ter em atenção do benefício de subdividir uma competência mais complexa em várias simples,

4º importância do role-play

A observação da patologia a partir da matriz (mandala de Roma Torres/Bermudez)

Verbo Área Patologia
Eu sinto Corpo Histerias
Eu penso mente Paranoias
Eu testo Conhecimento físico Obsessões
Eu amo Conhecimento pessoa Depressões

 

Prática do Jogo de Diagnóstico: A maça de Adão de Luciano Moura (ver artigo na revista da sociedade portuguesa de psicodrama)

Eu sinto – área corpo

Nos grupos podem-se criar dinâmicas sobre o que eu sinto (SPTA). O papel da interação determina as ações do grupo. Os poderes do grupo distribuem-se na interações entre os membros do grupo. O desempenhar dos papeis.

O desempenho do papel é um diálogo entre o SPTA. Desenvolver a mediação pelo ser, convencer pelo sentimento, pela razão, pela dúvida, pela entrega ao outro.

Jogo de exercício . Violência implícita. Para aquecimento. Usa-se para desencadear processos de embate.

  • Jogo da corda
  • Jogo da agressividade controlada (empurrar o outro com mãos atrás das costa)
  • Empurrar com as mãos
  • Empurar com os olhos vendados
  • Passar do murmúrio ao ruído
  • Luta de almofadas

No jogo da agressividade é fundamental definir as regras. Deve-se deixar a luta ir até ao fim, criando perdedores e ganhadores. O grupo define-se pela hierarquia.

O Psicodrama define-se como uma terapia que cria contexto para a ação.

A metodologia pode ser medida pela HAT – Aspects of Therapy Hospital. É um teste de controlo da eficiência do grupo

A Doença como aumento do isolamento

Das queixas mais comuns e associadas à doença mental

  • Procura do isolamento por vezes crónico
  • Sentimento de desesperança
  • Fraco suporte social – ninguém com quem falar, não ter a quem pedir ajuda

A Importância do Sociodrama na promoção do sentimento de pertença a um grupo “não sou o único”

O Esquema de papéis de Rojas Bermudez (análise do doente psicótico e da sua tendência para o isolamento)

Figura 1. Esquema de Papéis – Si mesmo psicológico (Rojas-Bermúdez, 1997, p. 449)

Em torno do esquema de papéis de Rojas-Bermudez (1970, p. 171). surge um círculo externo que corresponde ao limite do “si-mesmo (…) como uma espécie de membrana celular que envolve totalmente o Eu, representado por uma esfera central, o núcleo”. O si-mesmo, designado como o limite psicológico da personalidade, tem uma função protectora: ao nível físico corresponde ao espaço pericorporal que cada pessoa necessita para se sentir confortável; ao nível psicológico corresponde ao momento em que o papel de outro indivíduo (complementar) contacta com o si-mesmo. Rojas-Bermudez (1984) faz assim um paralelismo entre a sensação de desconforto experimentada quando outra pessoa entra no nosso espaço individual pessoal, com o impacto ao nível psicológico do momento em que um papel de outra pessoa entra em contacto com o si-mesmo de forma súbita. Quando a intensidade dos estímulos internos ou externos produz um tal estado de alarme, como nas crises psicóticas, o si-mesmo expande-se podendo, em casos extremos, não permitir a criação de vínculos, já que os papéis se encontram dentro do si-mesmo. Pelo contrário, nas relações sexuais, o si-mesmo contrai-se podendo chegar a contactar com o Eu. Desta forma, Rojas-Bermudez (1984), com a utilização dos fantoches como objectos intermediários, permitiu um bom aquecimento dos pacientes psicóticos e conseguiu trespassar a barreira do si-mesmo sem desencadear reacções de alarme, diminuindo o isolamento e possibilitando a comunicação, mantendo a distância tão necessária quanto securizante.” Sousa, 2012

Exemplo de aquecimento: Escrever a palavra isolamento e colocá-la no palco. Cada elemento é convidado e escrever em folhas brancas palavras que associe ao isolamento e a posicioná-las no palco. Depois de todo o grupo terminar a construção grupal pedir que cada elemento selecione a palavra mais significativa fazendo um solilóquio junto à mesma.

Na dramatização: a utilização do duplo é especialmente benéfica.

Exemplo – Estátua que se vai desenvolvendo duplo a duplo:

1º Um elemento inicia uma estátua posicionando-se no palco e fazendo um solilóquio de como é sentir-se sozinho,

2º Pedir duplos ao grupo estimulando-os a aproximarem-se do elemento um a um e a fazerem uma declaração como duplos do elemento central “Quem pensa que sabe como a D. se está a sentir aproxime-se dela, posicione-se e faça uma declaração como duplo”. Progressivamente o isolamento vai sendo reduzido não literalmente como também simbolicamente.

Segundo Moreno “o duplo duplica os processos inconscientes” e uma criança que se isola ou um doente com esquizofrenia talvez nunca chegassem a se mostrar capazes de inverter papéis, mas poderiam aceitar e acolher o duplo.

Jogo efetuado: “El monogote”” Construir um corpo humano com panos e cores. Criado pelo médico espanhol Luis Ernesto Fonseca Fabregas “Mas Alla Del Monigote Lecciones Depsicodrama”.

O jogo consiste em desenhar um corpo humano no espaço psicodramático. Posteriormente cada membro do grupo coloca (preenche o espaço/parte do corpo com passe numa dicotomia ações/pensamentos ou atos e sentimentos. Cada membro do grupo caracteriza o órgão escolhido com o que pode e não pode fazer. É útil para analisar as competências que cada membro valoriza e não valoriza. Análise de papeis.

Trata-se de um jogo útil para fazer diagnósticos. O local onde cada pessoa coloca a emoção, o pensamento e os sentimentos. Cada protagonista coloca e retira o material.

A organização da ação pelo grupo é um importante indicador das relações do grupo. Por exemplo, em situação de stress o comportamento do grupo desorganiza-se. Há uma perda de papéis, uma procura de papeis. Cada grupo tem que ter a capacidade e o poder de se organizar. O não ter papeis pode destruturar os grupos.

O crescimento dos papeis pode ser trabalhado em grupo.

  • O Duplo, é uma boa solução para trabalhar a diferenciação do eu.
  • O espelho, é um bom processo para criar a objetiviação. Consciência do eu
  • A inversão dos papeis permite trabalhar a intersubjetividade.

Num contexto grupal, em situação de desorganização, induzir a inversão de papeis, permite recentrar a unidade de ação.

Doença como diminuição do repertório de papéis a desempenhar

O Sociodrama proporciona muitas oportunidades para que a pessoa experimente muitos papéis diferentes daqueles que habitualmente desempenha no seu dia-a-dia.

Pode proporcionar o experimentar de papéis que os elementos possam querer assumir no futuro.

Utilização de inversão de papéis “O empregado pode fazer o papel de patrão e vice-versa”

Papel de doente

Roma Torres (1994) numa perspectiva que qualifica como sociológica refere que a própria doença pode ser considerada um papel, subdividindo o papel de doente em papel de depressivo, de obsessivo, de paranóide e de histérico. Desta forma faz uma ponte entre a psicopatologia e o papel, útil no desenvolvimento de papéis/ competências no contexto dramático.

Papéis de histérico, obsessivo, depressivo, paranóide, etc. (mas qual seria o papel complementar)

Roma Torres, A. (1994)

Roma Torres, A. (1994)

  1. Papéis psicossomáticos (Moreno)

Papéis psicossomáticos e psicodramáticos

Contaminação dos papéis sociais

Manejo do doente psicossomático

  • O não verbal
  • Escultura

Núcleo do Eu (Bermudez)

Conceito de áreas (Mente, Corpo, Ambiente) de Pichon-Riviére e sua elaboração num referente psicanalítico mais ligado com o interrelacional (vínculo)

Desenvolvimento dos papéis psicossomáticos de Moreno (Papel de Ingeridor, Defecador, Urinador) e ligações com a Psicopatologia (porosidade entre as áreas, ‘falha’ do papel psicossomático?, influência ‘embrionária’ da psicanálise)

Cotejamento com as Teorias do Desenvolvimento, em particular de Spitz também balizadas nos 3 e 8 meses

Diagnóstico psicodramático

História psicodramática (Bermudez)

‘El monigote’ (Ernesto Fonseca)

Jogo da Criação/Fruto Proibido (Luciano Moura)

Tipologia psicodramática (Soeiro)

Papel Objecto, Papel de Dormidor e Papel de Respirador

Áreas Mente, Corpo, Ambiente Físico e Pessoa

Tipologia numa perspectiva multidimensional

Psicopatologia ligada à sobrevaloração das áreas

O não agido mais do que o traumático

Manejo do doente histérico

Linguagem corporal

Aquecimento, ego-auxiliar, papel complementar

Mandala integradora (Roma Torres)

Complementaridade das diferentes tipologias através das áreas e dos papéis hiperdesenvolvidos

Proselitismo de cada tipologia

Manejo do doente paranóide

Agressividade,

Mediação com objectos

  1. Momentos grupais (Victor Dias)

Momento ingeridor

Momento defecador

Momento urinador

Assunções básicas de Bion: dependência, luta-fuga, ‘pairing’

Estádios de William Schultz: ‘in-out’; ‘top-bottom’; ‘near-far’

Manejo do doente depressivo

Auto-acusação

Solilóquio, diálogo interno, duplo

Dramatização do suicídio

Manejo do doente obsessivo

Pensamento alternativo

Solilóquio

Utilização do Cinema como diagnóstico:Cinedrama

Visionamento de filmes (cenas). Encontrar a diferenciação do eu.

Na teoria dos papeis de Bermudez há objetos intermediários que permitem efetuar a ligação entre os papeis complementares e o núcleo do eu. (ver figura 1 acima). A Teoria emergente de Bermudez é criada para procura qualquer coisa que emerge. A teoria do papel dos objetos intermediários procura relacionar o núcleo do eu com os papeis complementares desenvolvidos.

Teoria do cluster de papeis. São papeis que se aglutinam por proximidade. No psicodrama há vários objetos intermediários que permitem criar as ligações entre os papeis complementares e o núcleo do eu. O Jogo dos Fantoches, o jogo dos tabuleiros, as máscaras o jogo dos panos (muito útil no psicodrama de casal). As cenas dramáticas devem procurar vínculos de ação (unidades padrão da ação).

Algumas experiencias com anorexias permitiu introduzir a câmara de filmar no psicodrama como objeto intermediário. A câmara filma o que o operador vê. Deteta relevâncias. Tal como a câmara fotográfica.

A questão do registo no processo psicodrmático implica alguma cautela. Por um lado, a privacidade das imagens colhidas, e o respeito pela interioridade de cada participante. Para além disso, no psicodrama o que interessa é o processo de espontaneidade e não a criação das imagens.

Exercício de uso do Cinedrama. Tem sido usado com doentes em tratamento ambulatório. É uma metodologia que é usada à 4 anos no São joão.

Apresentação de 4 filmes. Ver blog cinedramaterapia

http://cinema-dramatherapy.blogspot.pt/

Le cote de lá cote, de Normam Marc Laren

Tempos modernos, Terminus de Jonh Schlesinger

Exercício proposto. “A máquina da improvisação”. Cada protagonista comunica com o outro expressões, emoções e sentimentos, utilizando uma linguagem inventada.

Os filmes pode ser usados como proposta de aquecimento. A escolha do filme pode ser feita através de métodos psicodrmáticos. O filem pode ser usado para criar ideias sobre como desenracar. A partir do desenrascanço contruir uma estátua. A estátua pode criar um dinamismo.

A utilização do filme pode ser importante para dar e criar segurança antes, depois da ação. Ajudar a consolidar o papel.

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