Movimentos do campo temem retrocesso e aumento da violência em possível governo Temer

Observatório da Sociedade Civil

Fim de programas beneficiários ao MST e uso do exército em situações de conflito agrário são propostas cobradas pela chamada Bancada BBB pelo apoio ao vice

Por Marcela Reis

A Bancada BBB (Boi, Bala e Bíblia), composta por parlamentares evangélicos/as, ruralistas e ligados/as à segurança pública sinalizou, depois da votação da abertura de impeachment na Câmara dos Deputados no dia 17, que em um possível governo de Michel Temer (PMDB-SP) cobrará maior interlocução e apoio a suas pautas conservadoras.

Os/as parlamentares ruralistas, que votaram em peso a favor do processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff, têm o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como alvo de uma de suas demanda para Temer: o fim de programas de incentivo que beneficiam os/as trabalhadores/as sem-terra.  O posicionamento foi defendido pelo coordenador da Bancada Ruralista Jerônimo Goergen (PP-RS), em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Para Diego Moreira, membro…

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Dos números e mitos

Raquel Varela

Dos grandes mitos nacionais. A ideia que Portugal se desindustrializou, os trabalhadores deixaram de o ser e por isso não têm força – tem desculpabilizado dirigentes políticos, sindicais, e população trabalhadora em geral por más opções. Existia em 1974 no sector industrial 1.246.000 de tipos, em 2011, 1.272.9 (mais portanto ligeiramente em 2011 do que em 1974!) e em 2015, já depois de uma sangria migratória e imobilização da capacidade produtiva 1.107.000. E escrevo sobre números brutos porque por força da tecnologia a produção de valor pelo mesmo número é muito superior…Ou seja o país está mais rico (outro grande mito, o de que somos um país pobre). Os trabalhadores não lutam, de facto, por diversas razões, mas certamente não é por falta de gente que possa lutar, nem porque Portugal não produz no sector industrial. Trata-se de um fenómeno complexo, cuja explicação remete à concertação social capital/trabalho, à…

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Malária: quase metade da população global está em risco de contrair doença

Saúde Global

EBC – Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

No Dia Mundial da Malária, lembrado hoje (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que quase a metade da população mundial – o que equivale a 3,2 bilhões de pessoas – ainda corre o risco de contrair a doença. Apenas no ano passado, 214 milhões de novos casos foram identificados em 95 países e mais de 400 mil pessoas morreram vítimas da infecção.

“Um ano após a assembleia da Organização Mundial da Saúde decidir eliminar a malária de pelo menos 35 países até 2030, a OMS divulga um relatório que mostra que a meta, apesar de ambiciosa, é alcançável”, informou a entidade. Em 2015, nenhum país-membro da OMS na Europa reportou casos de malária em indígenas, contra 90 mil registrados em 1995.

Os dados mostram que oito países fora da região europeia também não reportaram nenhum caso da doença em…

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25 de Abril

Raquel Varela

Os meus leitores são livres de hoje e no futuro escrever o que quiserem sobre os meus livros. Eu também. O livro mais importante que escrevi na vida é este, mais importante que qualquer outro que fiz com paixão e dedicação. Mas este é especial. Porque a quase uma década de arquivos que me permitiram reconstituir a história da revolução mudaram o meu olhar sobre o futuro – para melhor. Aprendi que há futuro, que «todo cambia», mesmo quando parece parado. Aprendi que de facto o papel dos intelectuais não é tornar o desespero convincente mas a esperança possível, e ela foi possível na última revolução europeia do século XX e uma das mais importantes de toda a história. Talvez, pela composição social, urbana, operária, de serviços, qualificados, e mulheres, a primeira do século XXI. Feliz 25 de Abril!
 
«Os leitores encontram nesta História do Povo na Revolução Portuguesa…

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Contribuição latinoamericana para uma geosociedade

Leonardo Boff

Por todas as partes no mundo cresce a resistência ao sistema de dominação do capital globalizado pelas grandes corporações multilaterais sobre as nações, as pessoas concretas e sobre a natureza. Está surgindo, bem ou mal, um design ecologicamente orientado por práticas e projetos que já ensaiam o novo. A base é sempre a economia solidária, o respeito aos ciclos da natureza, a sinergia com a Mãe Terra, a economia a serviço da vida e não do lucro e uma política sustentada pela hospitalidade, pela tolerância, pela colaboração e pela solidariedade entre os mais diferentes povos, demovendo destarte as bases para o fundamentalismo religioso e político e do terrorismo que assistimos nos EUA e agora na Noruega.

Entre muitos projetos existentes na América Latina como a economia solidária, a agricultura orgânica familiar, as energias alternativas limpas, a Via Campesina, o Movimento Zapatista e outros queremos destacar dois pela relevância universal que…

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A crise brasileira e a geopolítica mundial

Leonardo Boff

Seria errôneo pensar a crise do Brasil apenas a partir do Brasil. Este está inserido no equilíbrio de forças mundiais do âmbito na assim chamada nova guerra fria que envolve principalmente os EUA e a China. A espionagem norte-americana, como revelou Snowden atingiu a Petrobrás e as reservas do pre-sal e não poupou até a presidenta Dilma. Isto é parte da estratégia do Pentágono de cobrir todos os espaços sob o lema:”um só mundo e um só império”. Eis alguns pontos que nos fazem refletir.

No contexto global há um ascensão visível da direita no mundo inteiro, a partir dos próprios EUA e da Europa. Na América Latina está se fechando um ciclo de governos progressistas que elevaram o nível social dos mais pobres e firmaram a democracia. Agora estão sendo assolados por uma onda direitista que já triunfou na Argentina e está se pressionando todos os países sul-americanos. Falam…

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Os off-shores não existem

Raquel Varela

Os off-shores não existem. Estou sem tempo algum, serei muito telegráfica, mas quero deixar este apontamento. O DN anuncia os off shores como “investimento”, os partidos de esquerda vieram todos pedir a sua regulação ou limitação. São duas formas de mistificação do problema. Eu explico-me: não existe dinheiro em off-shores, aliás os off-shores nem sequer existem, são uma caixa postal virtual. Investimento é tão absurdo que não comentarei… Agora a questão espinhosa da regulação ou o eterno endeusamento da lei e do Estado pela esquerda. Pode-se regular o vento? Não. Os EUA regularam a corrupção – chama-se lobby e é assim legitimado. O que se faz com uma falsa morada no Panamá faz-se dentro dos EUA com uma morada verdadeira com leis que permitem a fuga legal aos impostos. A própria legislação fiscal tem sido alterada em todos os países, incluindo Portugal, incluindo com este governo, carregando nos impostos sobre…

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Dimensões políticas de uma epidemia: o caso da gripe A(H1N1) na imprensa escrita da Argentina

Saúde Global

Nos Cadernos de Saúde Pública, Anahi Sy (do Instituto de Salud Colectiva, Universidad Nacional de Lanús, Argentina) e Hugo Spinelli (do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Buenos Aires) publicam estudo que tem como objetivo compreender as representações sociais sobre a epidemia de influenza A (H1N1), na Argentina em 2009, nos jornais de maior circulação no país. A metodologia foi qualitativa e quantitativa com base na análise de duas dimensões: a forma em que se constrói o “objeto” epidemia (designação e caracterização dos mesmos) e as fontes de informação das notícias, procurando identificar em cada caso os atores sociais envolvidos. Os resultados mostram que na nomeação da epidemia fica a decisão política de eliminar a responsabilidade de um modo de produção de gado de risco, culpando o indivíduo. Observa-se que as recomendações dos representantes políticos, especialmente no nível internacional e promovida a farmacologização da epidemia, a reprodução do posicionamento da…

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GSK announces decision to license anti-cancer patents to Medicines Patent Pool, by Balaji Subramanian

Saúde Global

SpicyIP – Global pharma major GlaxoSmithKline has announced a change in policy that will doubtless benefit large portions of the patient population in low- and middle-income countries. In a statement on its website today, the company announced that it will not seek patent protection in Least Developed Countries and Low Income Countries. Further, it has announced that it will a more open licensing policy in Lower Middle Income Countries that will allow generic players to enter the market before the expiry of GSK’s patents.

Most importantly, however, GSK has expressed a commitment to license its oncology patents to the Medicines Patent Pool, a UN-backed initiative to improve access to medicine that has seen success in combating the AIDS epidemic and other communicable diseases. Seeking to build on this success by expanding the MPP to cancer treatment, GSK has proposed to license its anti-cancer drug patents to the Pool.

Civil…

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