Nunca confie numa propaganda perto de si

Raquel Varela

A partir dos 13 m e 53 seg tento explicar porque o PIB não é uma medida de riqueza do país. Numa palavra o PIB está mais rico porque os portugueses estão mais pobres. O aumento anunciado do PIB a semana passada é possível devido a várias más notícias para a maioria dos portugueses – a desvalorização interna do poder de compra; queda real do salário, que vem acompanhada de um custo mais baixo dos serviços para turistas e para exportar. E ainda porque no PIB entram serviços públicos que agora estão privatizados – quando eram públicos não mudava o PIB, se são privatizados, ainda que os portugueses paguem mais por pior, passa a contar para o PIB. É caso para dizer: nunca confie numa propaganda perto de si.

http://www.rtp.pt/play/p2046/e260354/o-ultimo-apaga-a-luz

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Gestão Irracional

Raquel Varela

Estão hoje em greve, e por tempo indeterminado, os técnicos de diagnóstico e terapêutica. No estudo que vamos apresentar em Dezembro sobre o SNS verificámos que este é um dos sectores com mais quebras de contratação, e mais intensificação do trabalho. Recai sobre eles cada vez mais trabalho, feito em menos tempo.
Há médicos parados, relatos mesmo de cirurgiões parados, por falta destes técnicos – imaginem um cirurgião parado, um anestesista, um bloco operatório, à espera de um técnico de diagnóstico? – é o mesmo, se posso socorrer-me de uma metáfora, que comprar uma casa e não ligar a eletricidade e a água. Um absurdo de perda de recursos. Além da desumanização do local de trabalho, marcada pela exigência de cumprir metas sem recursos.

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The commercial determinants of health, by Ilona Kickbusch, Luke Allen and Christian Franz

Saúde Global

The Lancet Global Health – WHO Director-General Margaret Chan has noted that “efforts to prevent non-communicable diseases go against the business interests of powerful economic operators”.1 Selling processed food and drink, alcohol, and tobacco is big business and demand is booming, especially in low-income and middle-income countries.

There has always been critical public health analysis of the power of the corporate sector— especially in the field of tobacco—and attention has turned to other areas in recent years, including work on unhealthy commodities,2 industrial epidemics,3 profit-driven diseases,4 and corporate practices harmful to health.5 The focus on lifestyle choices has also been extensively critiqued, especially in relation to marketing to children.6
These domains of study share significant overlaps, yet researchers are often divided by discipline, approach, and health topic. We believe there is value in conceptually uniting this work under the banner of the commercial determinants of health: a synergistic, multidisciplinary field…

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A guerra sindical

Raquel Varela

Uma pergunta: desde quando e em que momento da história é que defender o mal menor garantiu o mal menor? Desde quando é que apoiar programas de «mal menor» impediu os radicais de direita de chegar ao poder e a situação social degradar-se?

A xenofobia tem origem na concorrência salarial à escala mundial.
Como se pode tolerar que dentro da mesma empresa haja trabalho igual sem salário igual, seja qual for o género ou etnia de quem trabalha? Estar a fazer a mesma tarefa ao lado de alguém que ganha 1/3 ou metade?

Mais do que propaganda moralista sobre a necessidade de tolerância dos trabalhadores com relações de trabalho-padrão para os trabalhadores, desesperados, que ao migrarem pressionam as condições laborais para baixo, furam greves, contornam leis feitas de propósito para eles, ilegais, contornarem, e ganham menos – mais do que essa política é preciso um programa internacional de trabalhadores que…

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Debate sobre Trump

Raquel Varela

A quem tenha paciência e interesse ontem estivemos num debate 5 horas sobre os EUA – uma maratona na TVI 24. Nessa maratona, com posições ideológicas tão distintas como eu, Jaime Nogueira Pinto, Tiago Moreira de Sá, Lívia Franco debatemos a composição social dos EUA e a distribuição de votos; Obama care; O falhanço do Partido Democracta; o assistencialismo, pobreza (levei os dados da insuspeita e conservadora Universidade de Stranford); a cintura industrial dos estados do norte; o papel de Trump na construção de um muro já erguido por ele, o muro construído com a igreja/nação/família como barreira entre sindicatos tradicionais e movimentos sociais novos (Black Lives Matter, 15 dólares, occupy wall street) os sindicatos e a relação com o Partido Democrata; crise de 29 a América retratada no cinema; a crise mundial do capitalismo e o seu suicídio ou sobrevivência; o politicamente correcto…e mais, pode ser revisto na…

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Accountability como instrumento do Direito Internacional – Aula aberta de Danielle Rached no IRI/USP, 11/11, 10h30

Saúde Global

img_4665Danielle Hanna Rached é Doutora e Mestre (cum laude) em direito internacional da Universidade de Edimburgo, e mestre em direito administrativo pela USP. Foi pesquisadora visitante do Wissenschaftszentrum Berlin – WZB, no departamento de Transnational Conflicts and International Institutions. Atualmente faz pós-doutorado no Instituto de Relações Internacionais da USP (IRI-USP). Seu livro sobre accountability será em breve publicado pela Editora Springer.

O evento ocorrerá na Sala da Congregação, prédio do IRI (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, s/n, travessas 4 e 5 – Cidade Universitária)

Leitura recomendada: Rached, DH. The Concept(s) of Accountability: Form in Search of Substance. Leiden Journal of International Law / Volume 29 / Issue 02 / June 2016, pp 317-342

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Do Gelo, com amor

Raquel Varela

A Islândia – a pressão popular na Islândia, para ser mais exacta – prendeu 29 banqueiros, demitiu 2 primeiro-ministros e suspendeu o pagamento da dívida. Pode-se de deixar com o novo arco governativo de falar da dívida mas ela contínua a ser a questão fundamental da nossa sociedade – ainda ninguém explicou, numa auditoria pública, como é que passou de 60% para 130% do PIB, quem são os credores, quais as contrapartidas. Todos os anos os portugueses que vivem do trabalham entregam a maior fatia do seu salário para esta “dívida” de cujas contas jamais tiveram conhecimento.

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Unasul realiza fórum sobre imigrantes no Rio de Janeiro

Saúde Global

ENSP –  Como acolher e oferecer serviços básicos aos imigrantes sem colapsar o sistema? Como integrá-los à sociedade e criar um espaço harmônico para que se desenvolvam? Como transformar o que muitos enxergam como uma ameaça em uma oportunidade para os países e o conjunto da população? Essas e outras perguntas vêm dominando o debate político em todo o mundo. Está nas campanhas presidenciais, nas mesas de negociação da ONU e também no dia a dia de governos e gestores públicos. Nos dias 8 e 9 de novembro, especialistas e autoridades dos 12 países da América do Sul tentarão responder a essas perguntas em um fórum no Instituto de Saúde da Unasul (Isags), com palestras e debates. A região está em uma posição privilegiada para debater o tema, uma vez que convive com todos os tipos de fluxos migratórios: de fora para dentro, de dentro pra fora e entre os…

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