Na Ásia, a disputa geopolítica do século

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A inteligência sob ataque (A Tarde, 24/11/2017)

Raquel Varela

No Brasil exposições, palestras, conferências têm sido atacadas por bandos de extrema-direita. Vale a pena ler o artigo em baixo.
 
«A inteligência sob ataque (A Tarde, 24/11/2017)
Carlos Zacarias de Sena Júnior, historiador
 
Os casos se sucedem e acendem o sinal amarelo para todos os setores democráticos e progressistas no Brasil. Na UERJ, uma palestra sobre o centenário da Revolução Russa foi invadida por um minúsculo e barulhento grupo de extrema-direita, que dirigiu impropérios à professora e inviabilizou a atividade. Em Porto Alegre e São Paulo, exposições artísticas em museus foram violentamente atacadas nas redes sociais e seus curadores e artistas ameaçados, acusados de estimularem a pedofilia e a zoofilia. Há duas semanas, a filósofa norte-americana Judith Butler, um dos nomes mais importantes da academia nos estudos de gênero, foi vítima de uma série de ataques por ocasião de sua participação no colóquio “Os fins da democracia”, organizado…

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O milagre dos transvases num mundo à beira da catástrofe hídrica

Blogue ATS

Por José Gomes Ferreira

Assiste-se em várias geografias ao alastrar da crise hídrica a uma escala sem precedentes, agravada pela rapidez das alterações climáticas em curso, que intensificam as ameaças à disponibilidade de recursos hídricos, mas também pela crescente procura de água resultante do crescimento da população mundial, pelo aumento do consumo per capita e pela expansão da agricultura de regadio, como mostram os dados da FAO e a publicação Global Water Outlook to 2025. O problema pode acentuar disputas pelo recurso e por territórios que o possuem, intensificadas face à desigual distribuição geográfica e social da água, e à tensão entre o entendimento da água como bem comum e direito humano, tal como classificado pelas Nações Unidas em 2010, e a pressão pela sua mercantilização, de que nos fala Pedro Arrojo Agudo.

Para garantir o armazenamento, transporte e fornecimento de água têm sido colocadas em prática, por…

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O conceito de «escola sem muros»

Portal Anarquista

escola

O conceito de «escola sem muros» parte de uma tomada de consciência, de que nós estamos todos (con-)centrados numa ideia de «escola», vista como uma espécie de fábrica de «futuros trabalhadores e cidadãos», coisa que correspondeu à era taylorista e fordista do século XX.

Porém, a escola como aparelho ideológico do Estado (sem dúvida permanece assim, mesmo em escolas privadas ou cooperativas) é uma realidade que esmaga o indivíduo, que o marca a ferrete como sendo «escolarizado» (ou não), «detentor de diplomas» (ou não), ou seja como explorável, como «útil-utensílio» na forma última de alienação no trabalho e pelo trabalho. A questão do trabalho mercadoria, não poderia ficar assim «limitada» ao que se passa no local de trabalho: Como Marx viu e muito bem, a alienação do trabalhador implica que este esteja completamente destituído de poder, escravo à mercê de uma máquina impiedosa que se destina a «fabricar» lucro somente.

O homem…

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