Teoria da comunicação e Sociodrama

O segredo da felicidade é fazer poucas coisas devagar em vez de fazer muitas e depressa.

Tema do módulo.

  • A teoria da Comunicação como pragmática da comunicação humana.
  • A teoria da comunicação e a pratica piscodramática.

Há uma analogia entre as fases Psicodramáticas e a teoria da comunicação. O aquecimento é o “satus nascendi”. Trata-se duma proposição descritiva. Facilitar o processo de ser protagonista. No aquecimento estabelece-se igualmente a “vinculação”. A descrição é a criatividade, que emerge com a espontaneidade (há aqui uma associação à ideia de libido de Freud, como um nódulo de energia fechada). Há que ter em atenção a diferença entre criatividade e espontaneidade.

Modelo de Johari

A janela de Johari é um modelo ou uma conceptualização sobre o modo como olhamos para nós próprios e como olhamos os outros. O que nós vemos é o que temos acesso ao mesmo tempo uma forma de sabermos ao que é que os outros tem acesso.

A janela de Joahari permite projectar-nos colocar no outro o que é nosso:

janeladejohari

A janela permite:

  • Um auto-conhecimeto
  • Auto-revelação
  • Criar uma consciência expansiva. Olhar para o mundo é alargar o universo de conhecimento

A espontaneidade emerge duma projecção nova a uma situação conhecida. Trata-se de dar uma resposta adequada a uma situação nova.

Distingue-se da impulsividade, que é aquilo que não pode deixar de ser feito. Aquilo que não pode ser contido.

Apresentação do filme Desanimado Sulista no you tube. Mostra a conclusão das patologias da comunicação

Exercício: Fazer uma história com emoções e utilizar a linguagem gestual. Aplicar o contexto. A comunicação vai crescendo em função da multiplicação dos canais. Os códigos permitem descodificar os significados.

Conclusão: A janela de Jahri aplica-se aos processos do psicodrama

Os Outros

Eu   Saber Não Saber
Saber Sociometria descritiva SolilóquioInversão de papéis
Não Saber Espelho (linguagemcorporalEstátua (Escultura)Duplo RepresentaçãoSimbólicaInterpolação de resistênciasDrama dos sonhos

O papel do duplo é o da dobragem. Quando se faz de duplo põe-se a mão e testa-se o papel para sentir a comunicação.

Constelações Familiares (da teoria dos espaços de Hadman).

No psicodrama a constelação é estar em contato. É o eu. Tem que haver por isso um respeito pelo protagonista. O material é dado pelo protagonista e deve ser usado com parcaução.

Nunca se deve terminar uma dramatização com uma frustação, mas sim com um ponto de transformação.

Quando se aplica a escultura deve-se ter em atenção a aplicação do tempo. Os três tempos são: o que é, o temido, o desejado.

Sobre a Janela de Johari

A janela de Johari é uma ferramenta conceitual, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que tem como objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com um grupo. Este conceito pode aplicar-se ao estudo a interacção e das relações interpessoais em várias situações, nomeadamente, entre indivíduos, grupos ou organizações. A palavra Johari, tem origem na composição dos prenomes dos seus criadores: Jo(seph) e Hari(Harrington).

O conceito tem um modelo de representação, que permite, revelar o grau de lucidez nas relações interpessoais, relativamente a um dado ego, classificando os elementos que as dominam, num gráfico de duas entradas (janela): busca de feedback versus auto-exposição, subdividido em quatro áreas:

  • – Área livre ou eu aberto;
  • – Área cega ou eu cego;
  • – Área secreta ou eu secreto;
  • – Área inconsciente ou eu desconhecido.

Para compreender o modelo de representação, imagine uma janela com quatro “vidros” e em que cada “vidro”, corresponde a uma área anteriormente descrita, sendo a definição de cada uma delas:

  • Área livre ou eu aberto – zona que integra conhecimento do ego e também dos outros;
  • Área cega ou eu cego – zona de conhecimento apenas detido pelos outros e portanto desconhecido do ego;
  • Área secreta ou eu secreto – zona de conhecimento pertencente ao ego e que não partilha com os outros;
  • Área inconsciente ou eu desconhecido – zona que detêm os elementos de uma relação em que nem o ego, nem os outros têm consciência ou conhecimento.

Para se entender melhor o funcionamento da janela, vejamos o seguinte exemplo:

Numa relação recente, quando dois interlocutores (duas janelas), iniciam o seu primeiro contacto, a interacção apresenta áreas livres muito reduzidas, áreas cegas relativamente grandes, áreas secretas igualmente extensas e obviamente áreas inconscientes intactas.

janeladejohari

 

II Pragmática da comunicação (parte II da formação)

 

A partir da teoria de Watzlawick procura-se responder à questão. Comunicar para quê?

Há uma comunicação sistémica e uma comunicação para os outros.

A Teoria do duplo vinculo foi desenvolvida pelo Gregory Batson na Pragmática da Comunicação. Segundo o autor verifica-se uma relação entre a esquizofrenia e a comunicação.

As linguagens podem ser digitais (de conteúdo) ou analógica (de processo). Dentro do sistema o que é que vem da: 1. Racionalidade,”. Da consciências verbalizada que origina a utilização de símbolos.

Escrito ou verbalizado. O conjunto de letras, palavras, números (sinais) que se encadeiam segundo regras sobre as quais se podem fazer operações lógicas. O ser humano talvez seja a criatura que mais desenvolveu a comunicação verbal.

A linguagem analógica é uma linguagem emocional. Por semelhança. Análoga. O cérebro dispõe de dois hemisférios. O direito é simbólico, o Esquerdo lida com as emoções.

As vantagens de desvantagens da linguagem digital. Parte do discurso lógico e racional. Permite verificar a veracidade ou a formalidade da informação. È pelo contrário pouco adequada ou mesmo incapaz de codificar significados relativos. É incapaz de lidar com as emoções e os afetos.

Ver teoria da Etologia de Konrad Lorenz . O Estudo do instinto. Lorenz (1965) diferencia o instinto da aprendizagem. O instinto é algo de inato e não dependem da experiência; a aprendizagem é o comportamento adquirido como resultado da experiência do individuo. O instituto é inato e existe para além da experiência. É um potencial que aguarda a descarga energética para se concretizar. Por seu lado o reflexo requer um catalisador. É uma ação (resposta) desencadeada por uma um estimulo exterior. Uma resposta que é feita com base na experiencia. O movimento instintivo ocorre, por vezes, “no vácuo”, ao passo que o reflexo ocorre sempre como resposta ao real.

A linguagem analógica é uma linguagem de relação. Para além da verbalização incluit também o contexto. O não dito. A informação é interpretada a partir da analogia de semelhanças com as soluções observadas. A linguagem analógica não é afectada pelas regras da Lógica.

Quais são das vantagens e as desvantagens da linguagem analógica. A Linguagem analógica tem uma maior complexidade. Transmite mais informação. Transmite emoções e afetos. As desvantagens resultam da são se submeterem às regras da Lógica. Não é possível estabelecer com segurança o critério de verdade. Há portanto uma grande margem de erro.

A intuição (do latim intus actionis = o dentro (ou íntimo) da ação. Significa saber ou ver o íntimo da ação). A intuição é um processo pelo qual a mente passa, às vezes involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar a conclusão é puramente inconsciente.

O exercício de reeducar os processos de comunicação passa pela reducação do uso da intuição. Procurar sentir o interior. Ultrapassar o digital.

A questão da filogenia e ontogenia: Ontogenia ou ontogênese (do grego ὀντογένεση, composto de ὄντος, transl. ontos, ‘ser, ente’ e γένεσις génesis, ‘criação’) é o estudo das origens e desenvolvimento de um organismo desde o embrião (ovo fertilizado) até atingir sua forma plena, passando pelos diferentes estágios de desenvolvimento. A ontogenia é estudada em biologia do desenvolvimento. Em termos gerais, ontogenia também é definida como a história das mudanças estruturais de uma determinada unidade – que pode ser uma célula, um organismo ou uma sociedade de organismos -, sem que haja perda da organização que permite a existência daquela.

A intuição pode ser dividida em 4 grupos.

Tipo 1: É o tipo de intuição que envolve um raciocínio simples, tão simples que passa depercebido pela mente consciente. Nós chegamos a uma conclusão, mas não percebemos que raciocinamos para obtê-la. Quando vemos um copo caindo, por exemplo, nós já sabemos que ele se quebrará, e isto sem precisar pensar conscientemente. É o que chamamos de “óbvio”, elementar.

Tipo 2: É o tipo de intuição que vem da prática. Quanto mais se pratica alguma coisa, mais a mente passa a tarefa de raciocinar sobre o assunto que se está desenvolvendo do campo consciente para o campo inconsciente. Por exemplo no Xadrez ao olhar para um tabuleiro logo sabem que jogada fazer sem pensar. Um outro exemplo é na aprendizagem de línguas. Uns aprendem o significado

Tipo 3: É quando chegamos a uma conclusão de um problema complexo sem ter raciocinado.É quando a resposta a um problema surge sem que consigamos explicar como é que chegamos a essa solução.

Outros contributos: Bergson: Intuição significa apreensão imediata da realidade por coincidência com o objeto. Em outras palavras, é a realidade sentida e compreendida absolutamente de modo direto, sem utilizar as ferramentas lógicas do entendimento: a análise e a tradução. Isto é, a intuição é uma forma de conhecimento que penetrar no interior do objeto de modo imediato sem o ato de analisar e traduzir. A análise é o recorte da realidade, mediação entre sujeito e objeto. A tradução, é a composição de símbolos linguisticos ou numéricos que, analogamente a primeira, também servem de mediadores. Ambas são meios falhos e artificiais de acesso a realidade. Somente a intuição pode garantir uma coincidência imediata com a realidade sem símbolos nem repartições.

Einstein “Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo – o único caminho é a intuição” – frase atribuída a Albert Einstein (1879-1955)

“Se o senhor quer estudar em qualquer dos físicos teóricos os métodos que emprega, sugiro-lhe firmar-se neste princípio básico: não dê crédito algum ao que ele diz, mas julgue aquilo que produziu. Porque o criador tem esta característica: as produções de sua imaginação se impõem a ele, tão indispensáveis, tão naturais, que não pode considerá-las como imagem de espírito, mas as conhece como realidades evidentes.” – Albert Einstein.

Peirce. Charles Sanders Peirce nega que tenhamos o poder de conhecer de maneira imediata ou intuitiva nossos próprios pensamentos (autoconhecimento). Para Peirce, o conhecimento de um pensamento é a interpretação do mesmo em outro pensamento. Nessa interpretação, o pensamento interpretado pelo pensamento posterior é signo-pensamento, e o pensamento que interpreta o pensamento anterior é interpretante.

Em Sociologia, Para a Sociologia intuição é considerada uma das fontes da verdade utilizada por milhares de anos para trazer orientação e explicar fatos ao homem. Como conceito, a intuição é definida como a capacidade de perceber, discernir ou pressentir uma explicação independentemente de qualquer raciocínio ou análise. A intuição pode ser responsável pela elaboração de hipóteses que posteriormente poderão ser comprovadas ou não. Ela não é satisfatória como fonte de conhecimento pela dificuldade de ser testada.

Em Ontopsicologia, Sem ir contra o quanto dito por Henri Bergson, para a Ontopsicologia a intuição é o nexo entre o ser que somos (Em Si ôntico) e o Real, em sentido físico, ontológico.

Ela afirma que, substancialmente, há reversibilidade entre ser e saber e a intuição é a visão direta do projeto formalizado ou sublimado pelo Em Si ôntico (essência formal do homem) em situação histórica. Tal projeto, ou imagem, denomina-se Eu a priori. A cada momento da vida de um homem há uma só ação otimal, e esta é refletida como Eu a priori, porque é justamente o projeto formalizado ou sublimado pela pulsão ôntica. A intuição é precisamente a visão desse projeto.

Em biologia, filogenia (ou filogénese) é o estudo da relação evolutiva entre grupos de organismos (por exemplo, espécies, populações), que é descoberto por meio da sequência dos dados moleculares e matrizes de dados morfológicos. O termo filogenética deriva do termos grego File (φυλή) e Filon (φῦλον), denotando “tribo” e “raça”, e o termo genético (γενετικός), denotando “em relação ao nascimento”, da gênese (γένεσις) “origem” ou “nascimento”. O resultado dos estudos filogenéticos é a história evolutiva dos grupos taxonómicos, ou seja sua filogenia. A Taxonomia é a classificação, identificação e designação dos organismos, é ricamente baseada em informações da filogenia, mas são metodologicamente distintas. Os campos de filogenia com sobreposição na taxonomia forma a sistemática filogenética

Teoria de personalidade: Segundo a psicologia comportamental e a psicologia evolucionista, a personalidade é formada pela interação entre filogenia (características da espécie), ontogenia (histórico de desenvolvimento e aprendizagem) e contexto sociocultural. A ontogenia é especialmente importante, no ser humano, para a formação do comportamento, pois ele passa por um longuíssimo período de imaturidade e dependência – o mais longo do reino animal.

Alguns princípios da pragmática da Comunicação Humana. (Axiomas)

  • É impossível não comunicar. O ser humano está sempre a comunicar;
  • O comportamento humano é comunicação. A comunicação é a forma como se aceita o Eu. Permite aceitar ou rejeitar. Através da confirmação do outro pode-se dizer “tu não existes” para mim;
  • O comportamento gera comportamento;
  • Os primeiros contacto definem as regras de interacção
  • Toda a Comunicação tem dois níveis: A de contudo e a da Forma. Da relação entre a forma o e conteúdo emerge um terceiro nível que permite aferir a conformidade.

A teoria da pragmática da comunicação foi definida por Charles Senders Pierce. Distinção entre significado, significante e processo. Segundo a teoria da pragmática da comunicação a realidade é construída. A realidade é real.

Nos processos de comunicação geram-se campos de tensão. O psicodrama é um processo de criar comunicação em que o eu é “convidado” a participar num processo de reconhecimento das suas tensões interiores através da facilitação do relaxamento das defesas (bloqueamento da racionalidade). Quer a racionalidade quer a impulsividade são bloqueadoras da espontaneidade.

Proposta de Ana Gaspar para trabalhar dos processos de comunicação sonhos. Diagrama de patologia

  • Em relação À relação
  • Relações de comunicação: Acordo na relação mais acordo no conteúdo criam relações positivas
  • Desacordo na relação com desacordo nos conteúdos criam relações negativas.
  • Em relação ao conteúdo:
  • Acordo na relação com desacordo no conteúdo: relação madura
  • Desacordo na relação mas acordo nos conteúdos, relações patológicas.

Axioma da Pragmática da Comunicação: Trocas comunicacionais são similares ou complementares segundo se baseiam na igualdade ou na diferença.

A comunicação permite estabelecer uma escala de simetria ou de competição. Uma complementaridade rígida não permite o crescimento da relação. Cria uma codependência.

As famílias rígidas são famílias homeostáticas. A regra é a da complementaridade rígidas. O sistema alimenta-se a si mesmo e encontra mecanismos de se reproduzir tal como é. Author George Leonard discusses in his book Mastery how homeostasis affects our behavior and who we are. He states that homeostasis will prevent our body from making drastic changes and maintain stability in our lives even if it is detrimental to us.[12] Examples include when an obese person starts exercising, homeostasis in the body resists the activity to maintain stability.[13] Another example Leonard uses is an unstable family where the father has been a raging alcoholic and suddenly stops and the son starts up a drug habit to maintain stability in the family. Homeostasis is the main factor that stops people changing their habits because our bodies view change as dangerous unless it is very slow. Leonard discusses this dilemma as the media today only encourages fast change and quick results. The opening of his book aptly describes his despair with the current state of the world and how it is at war with homeostasis. “The trouble is that we have few, if any, maps to guide us on the journey or even to show us how to find the path. The modern world, in fact, can be viewed as a prodigious conspiracy against mastery. We’re continually bombarded with the promises of immediate gratification, instant success, and fast, temporary relief, all of which lead in exactly the wrong direction

As famílias distendidas, caóticas são famílias que estão sempre em mudança. São famílias que permitem a delinquência. A filogénese dos comportamentos humanos. As relações simétricas vivem entre a contradição e o paradoxo. Comunicação paradoxal “Eu estou sempre a mentir”

As relações saudáveis são relações a três. Eu , tu e nós. Uma relação saudável tem que incluir a complementaridade e a simetria.

A proxémia da comunicação. A comunicação proxémica trata do jogo de distâncias e proximidades que se entretecem as pessoas no espaço. Traduz os modos pelos quais nos colocamos e movemos uns em relação aos outros, como gerimos e ocupamos o espaço envolvente, considerada a presença do outro. São fatores relevantes a tal linha de análise a relação que os comunicantes estabelecem entre si, a distância espacial entre eles, a orientação do corpo e do rosto, a forma como se tocam ou se evitam, o modo como dispõem e se posicionam entre os objetos e os espaços, permitindo captar mensagens latentes.

 

Para Ler

 

WATZLAWICK, Paul, Beaum, Janet Helmeck, e Jackson, Don D. (1967) Pragmática da comunicação humana, São Paulo, Culturiz 263 paginas

Hall, E. (1996). A dimensão oculta. Ed. Relógio d’Água, Lisboa.

Littlejohn, S. (1988). Fundamentos teóricos da comunicação humana. Ed. Guanabara, Rio de Janeiro.

Pio-Abreu, J.L. (1998). Comunicação e Medicina. Ed. Virtualidade: Coimbra.

Soeiro, A.C. (1990). O instinto de plateia. Ed. Afrontamento: Porto

Luwigi Pinrandelo ( ?) Um, ninguém e cem-mil, Lisboa, presenças (prémio Nobel)

Rosa Kukier, (?) As palavras de Moreno, Editora Ágora

Obra de Pierre Weil “O riso dos loucos”

Hipócrates: “Sobre o Riso e a Loucura”

 

 

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