Cacau Casa da Artes

fotografia de ML

Casa das Artes Criação Ambiente Utopias – é um projecto assente numa filosofia particular, cujo lema é “(trans).formar o local.com” tendo como eixo central os jovens, os recursos naturais e a cultura de São Tomé e Príncipe, a CACAU intervém com a população e não para a população.

A sede da CACAU situa-se no edifício das antigas oficinas das obras públicas da época colonial (agora recuperado), no centro da capital são tomé. neste edifício, que foi também palco da V Bienal de artes e cultura de São Tomé e Príncipe, a CACAU ambiciona funcionar como pólo central de dinamização da cultura nacional, em todas as suas vertentes.

Nesse sentido, este espaço foi dotado de diversas valências:

cacau educação

O departamento educativo da CACAU engloba diversas acções: a escoLa de arte – cursos de curta, média e longa duração; oficinas, workshops e visitas de estudo, visando a formação de jovens para a vida activa.
Cursos, workshops e ateliês

A CACAU promove cursos, workshops e ateliês para crianças, jovens e adultos no campo das artes visuais, fotografia, história, literatura, teatro, vídeo e escrita criativa.

Museu / exposição permanente

A exposição “um olhar sobre São Tomé no início do século xx”, do Instituto Marquês de Valle Flôr, integra um conjunto de fotografias e um filme, realizados nas primeiras décadas do século passado, que mostram o funcionamento e a vida nas roças. Do acervo do museu fazem também parte obras de arte contemporânea são-tomense.

Biblioteca/Livraria solidária Alda do Espírito Santo

É um espaço de leitura, consulta e venda (a preços especiais).

apoio ao empreendedorismo

A CACAU disponibiliza meios de ajuda ao desenvolvimento de microempresas e iniciativas de jovens que conduzam à criação de emprego.
Associações residentes

Algumas associações de desenvolvimento Local estão representadas na CACAU.

Cacau edições

É objectivo da CACAU editar revistas, jornais, catálogos, livros, etc, em parceria com outras
entidades.
Rádio cacau

Meio de divulgação das actividades da CACAU e dos projectos culturais e sociais do país.
Cineclube

Espaço onde se podem visionar filmes e documentários (programação mensal).
cacau para as crianças

Espaço de entretenimento para crianças.

restaurante/Bar “sabor & arte”

O objectivo é combinar tradição e modernidade num quadro naturalmente artístico, servindo o local como ponto de encontro de pessoas e ideias. Espaço também de formação e experimentação.

clube de amigos da cacau

Grupo que, com o seu contributo, apoia a CACAU.

gabinetes de empresas soLidárias

Empresas privadas que apoiam a CACAU.

 René Tavares, Kwame Sousa, João Carlos Silva, Kátia AragãoRené Tavares, Kwame Sousa, João Carlos Silva, Kátia Aragão
Lojas da Cacau

Este espaço será destinado à promoção dos produtos nacionais. serão igualmente contempladas lojas de empresas solidárias.
informação e animação turística

A CACAU funciona como um espaço privilegiado de informação e animação turísticas, incluindo na sua agenda cultural informação detalhada sobre as actividades e eventos da CACAU e do país. As edições da Bienal de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe “de entreposto de escravos a entreposto cultural” e os festivais Cacau d’Agosto e Roçalíngua decorrem na CACAU, sendo assim considerada o primeiro mercado de turismo cultural do país.

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Sessão árvore das Memórias VI – Direitos Humanos e Sociodrama

Realizou-se em Peniche a VI sessão das Árvores das Memórias a oficina de museologia social com aplicação da metodologia do sociodrama. O tema proposto pelo grupo relacionou-se com os Direitos Humanos

IMG_0777 Após o aquecimento dos membros da turma de sociologia do 12º ano lançaram-se desafios de debater as questões dos direitos humanos e as suas formas de aplicações.

O grupo escolheu como questões para debater como direitos a Vida, Liberdade, Saúde, Habitação, Educação, Sexualidade, Igualdade, Fraternidade, Religião, Trabalho e salário e a Paz. A partir da listagem de direitos criaram-se três grupos, o azul, o vermelho e o verde. Cada cor correspondia a uma geração de direitos. A partir de cada grupo discutiu-se as razões e os limites do direitos, as questões de deveres que os direitos trazem implícito. As distinção entre as declarações dobre direitos e as práticas do direitos. O desafio geracional de manter os direitos e praticar os deveres a ele associados. O desafio de assumir compromissos públicos e de co decisão. Os desafios dos direitos sociais e das minorias.

No final do debata, nas conclusões falou-se sobre o que a experiência trouxe a cada um. A dramatização ficou, nesta sessão, submergida pela palavra. Há que melhorar as questões sobre o axiodrama.

Árvore das Memórias IV

Realizou-se no dia 24 de Fevereiro a 4ª sessão de Árvore das Memórias: Lugares e Saberes do Sul, no Liceu Camões em Lisboa.

Realizou-se com cerca de 50 alunos do 12º ano, pertencentes a duas turmas da área das humanidades. Após o aquecimento, diversos temas foram surgindo acabando o grupo por se centrar na questão da aventura e segurança. Tendo a aventura como tema formaram-se 7 grupos de trabalho que se organizaram para construir uma narrativa.

O primeiro grupo, aventuras encenou uma deambulação por vários sítio ao acaso, acabando por chegar ao Canadá onde se sentaram a pescar.

O grupo da surpresa, que pretendia não fazer nada, dramatizou uma saída do aeroporto e acabaram a discutir o que é que é uma aventura.

O grupo do submarino amarelo, organizaram-se em volta dum tapete mágico e guiados pela capitão Haddock voaram até à procura da Atlântida e dum submarino amarelo do Portas.

O grupo das viagens optou por viajar até ao planeta X e mostraram o modo como enfrentaram o medo.

O grupo “com elas” nadaram como os tubarões, enquanto o sétimo grupo perderam-se numa montanha e foram atacados por lobos, tendo que superar os seus medos. todos procuraram aventuras com segurança. Um último grupo, constituído pelos atrasados e que não queria fazer nada, acabaram por tomar consciência de que não fazer nada é fazer alguma coisa.

Nos comentários finais falaram da importância da espontaneidade, da enfrentar novas experiências, da importância do brincar ao faz de conta, da relevância da imaginação.

A neurociência social mostra que a ligação entre todos está também influenciada pelos tempos da escola. Quando no andar de cima as cadeira começam a arrastar, gera-se o movimento de aproximação do intervalo.

Árvore das memórias sessão II

Em Peniche realizou-se a segunda sessão de Árvore das memórias: lugares e saberes do sul. Na sequência da primeira sessão foram propostas questões sociodramáticas.

Perante uma população jovem, motivas para a ação, a adesão aos métodos sociodramáticos foi espontânea. Selecionaram-se para dramatizar as questões do abandono dos animas, da pobreza e dos sem abrigo, o banco alimentar e o associativismo. como nas sessões anteriores depois dum aquecimento sociodramatico, os grupos selecionaram os temas de trabalho, representaram o problema e procuraram a solução.

No final um debate permite ver o que foi conseguido.IMG_0663 IMG_0662 IMG_0661 IMG_0660 IMG_0659 IMG_0658 IMG_0657 IMG_0656 IMG_0655 IMG_0654 IMG_0653 IMG_0652 IMG_0651 IMG_0650 IMG_0649 IMG_0648 IMG_0647 IMG_0646 IMG_0645

Narrativa e espontaneidade

A leitura em voz alta é uma atividade antiga. Contavam-se as histórias em voz alta nas feiras e mercados como entretenimento. A leitura em voz alta é hoje uma atividade educativa com uma tecnica. Destingue-se do conto.

O que é necessário para fazer a leitura em voz alta.

  • é contar uma história dum livro
  • é necessário escolher um bom livro. Um texto adequado para a leitura. Nem todos os livros são bons para ler em voz altar. É preciso escolher o livros
  • treinar a leitura.  Ler em voz alta é uma arte para dar vida às palavras.

Originalmente escrevia-se para se ler em voz alta. os livros par a leitura em voz alta tem uma narrativa específica. A narrativa é sinuosa. Eliptica. O assunto é sucessivamente abordado.

Nos últimos 200 anos perdeu-se a leitura em voz alta. A leitura e a sua expansão passou pela leitura silenciosa. A escrita deixou de ser pronunciada. É uma escrita linera. A leitura em voz alta procura recuperar esse encantamento do som da palavra.

É necessário reaprender a leitura em voz alta. é necessário entender a estrutura narrativa dum texto para ser lido em voz alta. A leitura em voz alta, com uma estrutura elíptica é mais adequada ao pensamento da criança. Uma ação que avança e atrasa.

A leitura em voz alta está também mais adequada à teoria da Linguagem. A linguagem é constituída por diferentes processos. As palavras, os gestos, a expressão corporal, os sons e os sentidos simbólicos.

As crianças interpretam com o corpo e não são estereotipadas. O stress educativo evita a espontaneidade. O esmagamento do espontâneo é feito em nome da norma. Trabalhar as palavras isoladas, sem sons, não geram ação criativa.

A leitura em voz alta como formas de recuperar a espontaneidade.

  • assumir que o som faz parte da palavra. O som integra a palavra e atribui-lhe significado. A leitura em voz alta treina a atribuição de significado. a ironia e a intenção do som só são possíveis de entender em voz alta (por exemplo – vai-te! ou  amo-te!  dependem do local de locução.

Técnica básica da oratura

  1. Conhecer o texto. Ler antes de narrar. Uma leitura mal feita é desinteressante, desmotivadora. Ler é um gesto de dávida ao outro,
  2. Sonorizar o texto: ao ler é necessário compreender o som que se quer transmitir. O significado do som é passado pela sua sonorização. Há uma melodia na leitura que é necessário procurar. O texto é como uma pauta onde há uma harmonia. (tra lá lá, tra lá lá, trá   lá lá lá lá ). Há diferentes formas de sonorizar o som, mas há que procurar a sua poética.
  3. Ensaiar. Fazer uma experiência. Tentar escutar o texto

Há pessoas que fazer uma leitura oral com naturalidade. Outras necessitam de treinar. é necessário fazer um laboratório de histórias.

Rudolfo de Castro, é conhecido como o “O pior contador de historias do mundo”. Nasceu na argentina. Na sua primeira experiência profissional, numa escola integrada no Plano Nacional de Leitura da Argentina, levou-o a explorar os caminhos da narração oral. Na argentina aproveitam-se os reformados para irem à escola fazer leituras para os mais novos. Hoje vive em Lisboa e é contador de histórias, leitor de livros

Blogs sobre a narração oral

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