Conflitos de terra, violência no campo e saúde de camponeses e indígenas – por Cristiane Pereira

Saúde Global

Reflexões sobre a ausência de identidade indígena no Brasil e o papel do camponês no plano de desenvolvimento nacional

capa Reuters IndígenaFonte: REUTERS

Nessa semana de ataque às pautas ambientalistas, com a denúncia dos Estados Unidos ao acordo de Paris, cabe ressaltar um outro ângulo dessa realidade: a crescente violência nas áreas rurais do Brasil devido à disputa por terras. Sabemos que violência no campo, especialmente contra indígenas, não é uma novidade no país. Podemos observar parte dessa realidade no mapa Caci (Cartografia de Ataques Contra Indígenas – a palavra “Caci” também significa dor em guarani), elaborado com dados levantados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela Pastoral da Terra (CPT)[1]. No entanto, chama atenção o aumento do número de casos, somente em abril, nove pessoas foram torturadas e mortas, em Colniza (MT), e o índios Gamela foram atacados, em Viana (MA), resultando em 22 feridos, dois com mãos decepadas[2].

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Legenda: Mapa…

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Argumentando escassez de recursos, governo do RN decreta estado de calamidade na área da saúde pública

Saúde Global

HospitalNatal

O governo do Rio Grande do Norte decretou calamidade pública no setor hospitalar e nas unidades do serviço de saúde do estado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira 06 de junho. De acordo com o decreto assinado pelo governador Robinson Faria, a medida foi necessária devido “aos reflexos da crise econômica que causaram a redução da arrecadação estadual e a queda de transferência de receitas constitucionalmente garantidas ao Estado”.  O Estado está autorizado a requisitar ou contratar, em caráter emergencial, quaisquer serviços e bens disponíveis, públicos ou privados, para restabelecer a “normalidade” no atendimento aos serviços de saúde pública. O decreto vale por 180 dias a partir da publicação.

Link da notícia: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/06/06/governo-do-rn-decreta-calamidade-publica-na-area-da-saude.htm

Link do decreto publicado no Diário Oficial: http://www.diariooficial.rn.gov.br/dei/dorn3/docview.aspx?id_jor=00000001&data=20170606&id_doc=574538

Enviado por Thiago Ferreira Vieira.

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Saúdes negligenciadas: a questão indígena – por Amanda Vidotto

Saúde Global

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Na Volta Grande do Xingu, no Pará, vive o povo indígena Juruna ou Yudjá – nome com que se autodenominam e que significa “donos do rio”. Eles vivem em torno do rio, literal e figurativamente. Dele, historicamente retiram sua fonte majoritária de alimentação – a pesca – e fazem um espaço de socialização, onde as crianças sempre brincaram e começaram a aprender seus deveres de adulto. No entanto, esse modo de vida, que é o único que eles conhecem, está sob ameaça desde que a Usina Hidrelétrica de Belo Monte começou a operar; e mais ainda agora com o projeto de mineração de ouro na região feita pela Belo Sun.

A usina causou mudanças no rio que apodrecem seus peixes, aumentam seu nível, tornam-no mais instável e causam coceiras naqueles que o adentram, além de provocar um medo constante de rompimento da barragem – como aconteceu com a de Fundão…

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As relações entre o Acordo de Paris, a saída de Trump e a Saúde Global – por Caroline Garrett

Saúde Global

“Saúde e clima são indissociáveis ​​porque a saúde humana depende diretamente da saúde do planeta.” (2016, Ségolène Royal)

Trump e acordosJá em meio a campanha eleitoral, Trump havia anunciado sua intenção de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, fato que se concretizou ontem à tarde após a declaração oficial de Trump na Casa Branca. Ao lado da China, o país é o maior emissor de CO2 do mundo. Ratificado em dezembro de 2015 pelo então presidente Barack Obama durante a COP21, o Acordo de Paris estabelece a meta de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C, através da diminuição das emissões dos gases do efeito estufa e do incentivo à implementação e uso de fontes de energia renováveis. O Acordo, já em seu preâmbulo, contém trecho que coloca em evidência a relação entre as mudanças climáticas e o direito à saúde.

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Novos Tempos

Raquel Varela

Em Tempos Modernos o gestor da fábrica aparece na TV a gritar com Chaplin quando ele para uns segundos de apertar parafusos, e perante uma doce música entra na casa de banho – «eh! volta para o trabalho!». O homem dominado pela máquina e vigiado pela gestão eliminaria os tempos mortos. Que são na verdade tempos de vida. De recuperação de forças, de criação e de humanidade. Os estivadores de Zeebrugge, na Bélgica, hoje, na Europa, dançam neste vídeo dentro de um porão de navio. São parte da grande rota comercial marítima da Europa – o delta do Reno e regiões associadas, passam nas mãos deles algumas das maiores riquezas do mundo, a saber a região do Ruhr, o coração industrial da Europa. O editorial do The Times, em 1868, tinha escrito sobre o congresso de Fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores que propunha a redução do horário de…

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Yemen enfrenta a maior crise humanitária do mundo, segundo ONU

Saúde Global

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Durante o mês do Ramadan, evento religioso muçulmano tradicionalmente celebrado com jejum e refeições especiais, um país do mundo árabe é severamente abalado por falta de comida. No segundo ano de guerra civil, o Yemen enfrenta situação que a ONU classifica como “a maior crise humanitária do mundo”, enfrentando “tragédia de proporção sem precedentes”.

Segundo relatório da UNICEF, publicado em dezembro de 2016, a cada 10 minutos uma criança morre em decorrência de doenças evitáveis no Yemen. Agravando o quadro de crise socioeconômica, o país ainda enfrenta um surto de cólera.

Até o momento, a ONU conseguiu arrecadar apenas metade dos US$ 2.1 bilhões necessários para prover auxílio ao país.

Disponível em: http://www.aljazeera.com/video/news/2017/05/millions-yemenis-starving-ramadan-170529080752822.html

Enviado por Andressa Lisauskas.

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Procedimento Unânime Excessivo

Raquel Varela

As notícias da economia, digo-o sem retórica, não são boas. E pior é o unanimismo. Esse é o maior dos problemas, implica que os homens nada mais têm a inventar, é o novo pensamento único, todos discordam a partir de uma premissa com que todos concordam. Fazer da política um jogo de simpatias e afectos é infantilizar a população portuguesa. Quando temos 10 anos decidimos tudo em função dos amigos que partilham a bola, em adultos temos obrigação de distinguir as palavras bonitas das acções reais, ser menos susceptíveis – imunes nunca seremos – à manipulação emocional e à sedução. A creio mais de 90% dos portugueses se hoje lhes fosse perguntado o que é a dívida pública, o défice e o custo unitário do trabalho não saberiam dizer, muitos mesmo com o ensino superior – os estudos da literacia económica assim o indicam. Os partidos, e os media, deveriam…

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Chamem o Mordomo

Raquel Varela

Quem acordou hoje acha que o mundo sofreu um abanão – nos EUA, no Brasil, na Venezuela. Na sua teoria das crises e revoluções Marx salientava o seguinte – a queda tendencial da taxa de lucro mais cedo ou mais tarde abre brechas irreparáveis dentro das classes dirigentes, a sua disputa pela riqueza produzida (concorrência) adensa-se, há falências de um lado, concentração de riqueza do outro. Essa luta pela riqueza faz transferências da periferia para o centro, de sectores para sectores e dentro dos próprios países elimina concorrentes, até que há um momento em que o Estado, «gestor comum» destes negócios, não consegue mais suportar sem grande instabilidade o embate entre os de cima. O pai Estado não tem força para os irmãos em combate, a guerra entre eles vai destruindo a casa toda – preferem queimar o quarto de cada um a deixar o outro vencer. Marx considerava –…

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Que sociedade para Portugal?

O Flávio

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Cada um interpreta o que lê conforme quer e consoante pode. Para hoje, dia em que o poder político se congrega com as autoridades eclesiásticas para celebrar o processo de Fátima e a canonização de duas crianças portuguesas, recolho e partilho, consciente que assim dele me aproprio,  um excerto de um texto do jesuíta Manuel Antunes, durante quase duas décadas director da revista Brotéria. Alguns poderão dizer que o manipulo. Se assim for que fique explícito que o faço com boa-fé.

Que espécie de sociedade desejamos? ( …) Uma sociedade em que estejam definitivamente para trás de nós o liberalismo atomista e o colectivismo totalitarista. Uma sociedade em que não se maximize o lucro nem se sacralize o poder. Uma sociedade em que o Estado, em vez de fim em si mesmo e de fim dos grupos que o compõem, se encontre, de verdade, ao serviço da comunidade…

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Quantas vezes sorris por dia? ( Dia Mundial do sorriso) -Repeat

NeuroCrescimento

Smiley_Sorriso_Felicidade_EmoçõesO Dia Mundial do sorriso assinala-se a 28 de Abril. A data foi criada em 1963 por Harvey Ball, um artista de Worcester, Massachussets, que criou a imagem do smiley, reconhecida internacionalmente.Smiley

História:

Uma das mais famosas histórias sobre o sorrir, é a de Norman Cousins. Na sua “Anatomy of an Illness”, ele descreve como com seguiu uma recuperação miraculosa de uma longa e debilitante doença, fazendo seu caminho para a saúde, rindo.

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