Os Corticeiros

Raquel Varela

Nunca me regozijei com a morte de ninguém. As vitórias e as derrotas políticas não se medem pelo fim inevitável, a que todos chegaremos. Mas na morte, seja de quem for, deve haver balanços históricos e todos os balanços são feitos de erros e acertos, papel pessoal e familiar – que no caso de Américo Amorim diz respeito só à sua família e próximos; e papel social – que me interessa muito, como historiadora do trabalho e diz respeito a todos nós, como cidadãos do país. A morte não nos iliba dos julgamentos históricos, nem é uma passaporte para a eternidade mítica.
Fiz parte da equipa que há uns anos produziu este documentário – Os Corticeiros. São milhares de homens e mulheres ao longo de décadas que trabalharam na fileira da cortiça. Da Companhia das Lezírias às fábricas de São João de Ver. A ver, porque onde há reis há…

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