Saúde como mecanismo de inclusão – por Diana Amorim

Saúde Global

Em homenagem ao Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) publicou o relatório “Global Trends”, com a atualização das estatísticas relativas às pessoas deslocadas ao redor do mundo. Mantendo o crescimento dessa parcela da população, ainda que em ritmo menos intenso do que nos anos anteriores, os números impressionam: ao final de 2016 cerca de 65,6 milhões de pessoas eram consideradas casos de deslocamento forçado, dentre os quais 22,5 milhões de refugiados[1].
Entre os efeitos desse fenômeno estão os obstáculos à integração dos migrantes nos territórios de destino, em termos sociais, econômicos e culturais. Me atenho aqui aos aspectos sociais, com ênfase na assimilação dos migrantes pelos sistemas de saúde oferecidos a estes nos países que recebem os fluxos migratórios.
Afastando o mito de que a busca por tratamento médico é um dos principais motivos que levam aos deslocamentos de migrantes[2]…

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