A Anagrama, nos Olivais

Courelas

francisco naia

25 anos depois voltei a viver no “bairro” (de facto, na freguesia) onde cresci, os Olivais. Que era zona até limítrofe de Lisboa quando foi construído nos anos 1960s mas que é agora, e desde há décadas, sociologicamente central na cidade, ladeando o aeroporto, incrustada entre Alvalade, Lumiar e a mais recente Parque das Nações, integrando esta expansão para oriente da malha urbana que extravasa os puros limites concelhios. É uma grande freguesia, mais de 30 mil habitantes, mais de 40 mil eleitores.

Neste  meu regresso tive duas impressões sobre o “bairro”, que talvez sejam mesmo só isso, impressões. O envelhecimento da população. E o empobrecimento. Por um lado porque os velhos de agora são os “novos pobres”, neste gradual apertão sobre as reformas. Mas também porque tendo sido os Olivais um projecto urbanístico de mescla sociológica as novas gerações dos segmentos de classe média aqui residentes partiram para outras áreas enquanto…

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