Em casa onde não há organização todos gritam e ninguém tem razão.

Raquel Varela

Hoje tive duas experiências unidas por escassas horas, marcantes, porque antagónicas da vida em sociedade, embora no mesmo “local” – um banco. Uma de civilização, a outra de barbárie.
A primeira quando fui dar apoio ao piquete de greve dos jovens adultos, trabalhadores de call center do banco Barclays, contratados pela intermediária Teleperformance. Exigem viver com salários dignos. Há jovens que lutam – são estes. Perderam um dia do salário – mínimo – para dizer “não conseguimos viver com o salário mínimo”. Estava uma mãe com uma filha de 7 meses ao colo, explicou-me que era impossível, mesmo com 2 salários de 600 euros, pagar as contas. Organizaram-se, fizeram greve, uniram-se, dialogaram entre eles, reuniram-se, encontraram força uns nuns outros. Enquanto o Governo anda entretido a dar benesses aos patrões que mantêm o salário mínimo, eles vieram dizer que é um valor indigno. A administração – confirmei com os meus…

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