Contra a especulação turístico-comercial do património histórico anunciada pelo governo

L´obéissance est morte

O anúncio feito a semana passada pelo governo dando conta da sua pretensão de concessionar à exploração privada trinta imóveis históricos de excepcional valor patrimonial suscita inúmeras questões. Para lá daquela já aqui levantada (por se tratar de um ‘governo de esquerda’) sobre a recuperação do património, não para devolvê-lo à colectividade, mas para entregá-lo à fruição de uma elite endinheirada em busca de ambientes prestigiantes e diferenciadores para as suas evasões, há pelo menos uma outra que (não estando propriamente desligada da anterior) não me parece menos relevante: a da legitimidade desta política ‘cultural’ de privilegiar a mercantilização do património. Aquilo que parece hoje óbvio ao senso comum merece, do meu ponto de vista, ser questionado. Por que diabo tem de se rentabilizar o património?

O conceito de património não foi inventado por esta época, mas foi sem dúvida esta época que inventou a ideia, hoje praticamente inquestionável, de…

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