Os filhos dos estivadores, e os meus filhos

Raquel Varela

Há uns meses liguei para algumas empresas que conheço a perguntar se teriam lugar para um serralheiro mecânico, com 40 anos. No caso um ex dirigente sindical, despedido ao abrigo de um despedimento colectivo, o qual encarou, em nome de todos, como figura pública e dirigente, sofrendo portanto as consequências de quase tudo recair sobre ele. Foi esta razão, e não o estado de desemprego, que me fez procurar com alguma insistência – proteger quem dá a cara e é queimado, em geral com o silêncio da maioria. Responderam com muita delicadeza “Dra Raquel, lamentamos, mas infelizmente a nossa política de recursos humanos não nos permite contratar pessoas com mais de 35 anos”. Mais de 35 anos? Fiquei a pensar. A explicação é fácil, mas tenebrosa. As empresas querem uma bolsa de desempregados que pressione os salários para baixo – estão à porta a pedir emprego. Mas isso não suprime…

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