História global do trabalho: o caso da indústria de construção e reparação naval 1950-2010

Raquel Varela

Um porta-contentores pode ser construído na Coreia do Sul, com aço proveniente da Espanha, motores de origem finlandesa, tintas produzidas na Alemanha e projeto realizado em universidades norte-americanas. E podem ser imigrantes magrebinos ou latino-americanos que trabalham em parte do processo que permite à siderurgia espanhola laborar, ou imigrantes turcos na Alemanha, ou quadros de topo indianos emigrados para universidades norte-americanas, para citar exemplos fáceis. A

Ao longo da sua vida de cerca de três décadas, este porta-contentores passa sensivelmente de cinco em cinco anos e, à medida que envelhece, de três em três anos, num grande estaleiro de reparação naval. Se for a Portugal, nos Estaleiros da Lisnave S.A., sensivelmente 5% dos trabalhadores serão romenos e russos e menos de 15% pertencem à empresa-mãe, estando os outros alocados em empresas associadas à empresa-mãe ou em pequenas empresas, para onde os serviços do Estaleiro foram subcontratados. Se o porta-contentores for reparado…

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