Narrativa e espontaneidade

A leitura em voz alta é uma atividade antiga. Contavam-se as histórias em voz alta nas feiras e mercados como entretenimento. A leitura em voz alta é hoje uma atividade educativa com uma tecnica. Destingue-se do conto.

O que é necessário para fazer a leitura em voz alta.

  • é contar uma história dum livro
  • é necessário escolher um bom livro. Um texto adequado para a leitura. Nem todos os livros são bons para ler em voz altar. É preciso escolher o livros
  • treinar a leitura.  Ler em voz alta é uma arte para dar vida às palavras.

Originalmente escrevia-se para se ler em voz alta. os livros par a leitura em voz alta tem uma narrativa específica. A narrativa é sinuosa. Eliptica. O assunto é sucessivamente abordado.

Nos últimos 200 anos perdeu-se a leitura em voz alta. A leitura e a sua expansão passou pela leitura silenciosa. A escrita deixou de ser pronunciada. É uma escrita linera. A leitura em voz alta procura recuperar esse encantamento do som da palavra.

É necessário reaprender a leitura em voz alta. é necessário entender a estrutura narrativa dum texto para ser lido em voz alta. A leitura em voz alta, com uma estrutura elíptica é mais adequada ao pensamento da criança. Uma ação que avança e atrasa.

A leitura em voz alta está também mais adequada à teoria da Linguagem. A linguagem é constituída por diferentes processos. As palavras, os gestos, a expressão corporal, os sons e os sentidos simbólicos.

As crianças interpretam com o corpo e não são estereotipadas. O stress educativo evita a espontaneidade. O esmagamento do espontâneo é feito em nome da norma. Trabalhar as palavras isoladas, sem sons, não geram ação criativa.

A leitura em voz alta como formas de recuperar a espontaneidade.

  • assumir que o som faz parte da palavra. O som integra a palavra e atribui-lhe significado. A leitura em voz alta treina a atribuição de significado. a ironia e a intenção do som só são possíveis de entender em voz alta (por exemplo – vai-te! ou  amo-te!  dependem do local de locução.

Técnica básica da oratura

  1. Conhecer o texto. Ler antes de narrar. Uma leitura mal feita é desinteressante, desmotivadora. Ler é um gesto de dávida ao outro,
  2. Sonorizar o texto: ao ler é necessário compreender o som que se quer transmitir. O significado do som é passado pela sua sonorização. Há uma melodia na leitura que é necessário procurar. O texto é como uma pauta onde há uma harmonia. (tra lá lá, tra lá lá, trá   lá lá lá lá ). Há diferentes formas de sonorizar o som, mas há que procurar a sua poética.
  3. Ensaiar. Fazer uma experiência. Tentar escutar o texto

Há pessoas que fazer uma leitura oral com naturalidade. Outras necessitam de treinar. é necessário fazer um laboratório de histórias.

Rudolfo de Castro, é conhecido como o “O pior contador de historias do mundo”. Nasceu na argentina. Na sua primeira experiência profissional, numa escola integrada no Plano Nacional de Leitura da Argentina, levou-o a explorar os caminhos da narração oral. Na argentina aproveitam-se os reformados para irem à escola fazer leituras para os mais novos. Hoje vive em Lisboa e é contador de histórias, leitor de livros

Blogs sobre a narração oral

Ver o blog Narração oral

Ver folhas do mundo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s