Métodos e Tecnicas do Psicodrama

piodeabreu

Livro de José Luís Pio de Abreu

Pio-Abreu, J.L. (2002). O Modelo do Psicodrama Moreniano. Coimbra: Ed. Quarteto.

2ª edição 2006, , Lisboa Climepsi.

 

Os Instrumentos do Psicodrama Moreniano:

  1. Protagonista
  2. Diretor
  3. Ego-auxiliar
  4. Auditório
  5. Cenário

O ego-auxiliar ultrapassa a causalidade linear (Efeito proporcional – linear)- dum acto. Eu chutei uma bola. O efeito da bola (movimento) é causado pela força do pontapé).

Procura repor a dimensão circular. O espaço provável. Liberta a tensão da memória na sua tensão com o esquecimento.

metodosociodrama

Fases do Psicodrama.

  1. Aquecimento;
  2. Dramatização;
  3. Comentários;

O aquecimento tem como objetivo desenvolver as tensões e escolher um tema. Divide-se em aquecimento geral e específico. Mo aquecimento geral toma-se o pulso ao grupo. No aquecimento específico explora-se um tema e escolhe-se o protagonista. A escolha dos protagonistas implica a formulação dum problema e a proposta dum cenário.

Na dramatização (as cadeira são afastadas. Simbolizam o pano da cena) é quanto existe uma maturidade par a acção. Passa-se da palavra para a ação. O que interessa é mostrar os fatos. Não interessa a sua descrição nem as suas condições.

Nos comentários, regressa-se ao contexto do grupo (fecham-se as cadeira recria-se um contexto social. Um contexto de partilha e de solidariedade). O protagonista expressa o que viveu. O auditório é chamado a verbalizar a experiencia que viveu ou assistiu.Os egos exprimem-se e o diretor efetua um comentário síntese.

 

Técnicas do Psicodrama

As técnicas do psicodrama estão baseadas no jogo entre o protagonista e o ego-auxiliar. Tem como objectivo atingir um clímax para gerar uma catarse de integração.[3]

São 7 as técnicas base. a dramatização é executada de acordo com o guião. O Diretor dispões destas técnicas para aplicar em contexto dramático para colocar hipóteses trapeuticas.

  1. Inversão de papéis: Trocar com o ego. Olhar o outro a partir da representação do outro. É uma técnica usada para a resolução de conflitos. O desempenho do papel do outro revela as posições do outro lado. Tem por base o processo da fenomenologia do espírito. A observação do processo visa criar consciência de si.
  2. Solilóquio  (dialogo consigo mesmo). Pensar alto. Encontrar a representação do eu. Procura a “insight vision” do protagonista.
  3. Interpolação de Resistência. O ego introduz alterações de comportamento. Permite ver alternativas de saída para problemas complexos.
  4. Espelho Confronta o eu com as evidências. (é complexo do ponto de vista emocional.)
  5. Duplo Exprime emoções pelo ego e permite compreender a sua complexidade
  6. Representação Simbólica. Constitui-se como um jogo de representações. Pode recorrer a um objecto intermediário. Constitui a colocação dum objeto em cena para fazer a transição ou para dialogo.
  7. Estátua. A execução de estátua permite a representação estética de emoções ou de objectos.

Outras técnicas.

Aplicados no cenário: Role-playing (treino de papeir), objecto significante, idades, doenças – labirinto.

Átomo Social. É uma representação do mundo social.

Jogos aplicados.

  • De coesão de grupo
    • De revelação de papéis
    • De emergência do protagonista
  • Jogos de Confiança
    • Criação de contacto corporal
  • Jogos de diferenciação de papéis.
    • Maquinas
    • Animais
  • Jogos temáticos.
    • Interditos
    • Mitológicos
    • Problemas complexos

Teoria do Papel

O papel (role) no drama moreniano representa a ligação entre o indivíduo e a cultura. A sua personalidade é um processo cultural. O papel é a unidade cultural de conduta. Padrão de conduta que tem como objetivo a satisfação de funções fenomenológicas.

Os papeis culturais são pré-existentes ao indivíduo e é sobre eles que a personalidade traça a sua adptação.

As normas constituem-se como algoritmos sociais. Códigos de conduta explícitos e não explícitos. As normas criam vínculos externos. Vínculos a terceiros. Cada indivíduo representa uma multiplicidade de papéis.

No psicodrama o Super Ego, o Ego e o iD de Freud são substituídos pelo Dever, pela realidade e pelo prazer.

Os papéis psicossomáticos. São papéis que representam o modo de ser. O espaço interior de cada indivíduo.

O si mesmo é uma zona de contato entre o eu e os papéis complementares exteriores. O desenvolvimento de si-mesmo é justificado no desempenho de papéis complementares. No psicodrama inclui-se a representação do si mesmo pela representação do ser.

A tensão com o contexto. É a tesão com o exteriro que leva cada indivíduos a estrutural os seus conceitos de representação. Manter um tensão com o exterior leva a uma maior aproximação do eu.

O drama moreniano procura criar a liberdade da espontaneidade para a inovação criadora. O objectivo do psicodrama é criar uma catarse psicodramatica. A catarse de integração que ultrapassa barreiras.

Bibliografia

Dias, C. (1993). Palcos do Imaginário. Lisboa: Ed. Fenda.

López-Barberá, E. e Población-Knappe, P. (1997). La escultura y otras técnicas psicodramáticas en psicoterapia. Barcelona: Ed. Paidós.

Marra, M.M. & Fleury, H.J. (2008). Grupos. Intervenções socioeducativas e método sociopsicodramático. São Paulo: Agora

Moreno, J. L. (s.d.). Psicodrama. S. Paulo: Ed. Cultrix.

Rojas-Bermúdez, J. (1997). Teoría y técnica psicodramáticas. Barcelona: Ed. Paidós.

Soeiro, A.C. (1991). Psicodrama e psicoterapia. Lisboa: Ed. Escher.

Valiente-Gómez, D. (1995). Psicodrama y Psicoanálisis. Madrid: Ed. Fundamentos.

Vieira, F. (1999). (Des)dramatizar na doença mental. Psicodrama e psicopatologia. Lisboa: Ed. Sílabo.

Yalom, E. (2005). The Theory and Practice of group Psychotherapy. London: Basic Books.

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