Educação para a Paz e Estudos para a Paz

Em Coimbra, no Coloquio Internacional de Estudos para a Paz    no último dia de outubro. Coimbra outonal está calma e prepara-se para o inverno, É tempo de pautar novos desafios. Colher a lenha, arrima-la. Aproveitar os últimos calores para apanhar ar.

Hoje pprocura-se pensar as elaborações teóricas em função da teoria crítica e pensa-se de forma crítica como a teoria esta a responder aos desafios. Num segundo tempo, debatem-se os novos desafios. Apresentam-se novas áreas de trabalho e faz-se uma reflexão sobre a forma como a teoria acompanha estes desafios gnosiológicos. A terceira e última parte do coloquio é dedicada a procurar adequar o pensamento científico aos novos desafios societais e a ação cidadã.

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José Manuel Pureza fala da emergência do campo dos Peace Studies desde os anos 1968. Faz uma análise crítica sobre a sua inserção no campo das relações internacionais como ima questão que tem como objetivo reduzir os conflitos na sociedade internacional. Essa visão redutora faz com que a aplicação dos PS sejam  a resolução de guerras e a reconstrução institucional, desenvolvimento económico, governação que levam ao redesenhar de sociedades com base em modelos eurocêntricos. Uma reconstrução de fora para dentro que produz ele próprio outros problemas que leva a diferentes intervenções de atores na cena internacional. Olhar os conflitos como possibilidade de imposição de situações hegemónicas, reduz o campo de negociação de soluções. Este estreitamento da solução negocial faz com que as questões colonias se tornem mais presentes. The colonial present, como lhe chama. A questão da internacionalização da política neoliberal hegemónica  levanta novos desafios epistemológicos nos Peace Studies. Veremos isso num outro artigo. para já importa interrogar qual o lugar da educação para a paz neste colóquio. recorde-se o trabalho de Margarida Belchior sobre Educação para a Paz que iremos confrontar com a intervenção de Vivienne Jabri que enfatiza a violência social como uma raiz de legitimação da violência na sociedade.

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